Razão…

Por: Diogo Verri Garcia

Razão…
Que razão que tu tens a quedar-me
Em tua alma a condição de espreitar-me
Pelo tempo do senão que tu tens?
Não és nada mais…
Não és ninguém,
A pretender ter certeza do quanto vale
meu bradar, teu soluço ameno, ou meu sorriso.
O notar se agi de bom ou mau juízo,
Isso porque, tão só porque, a verdade não tens.

Como pretendes adentrar com cinismo em minh’alma
E afirmar que há sinistro na calma,
Sendo que, nem amargura, quanto a tudo, revelas…
Porta-te como um passante
que se pôs a parar,
por só instante
à janela,
E quer contar a justeza
do que passa cá dentro e lá fora
em todo o mundo.

Afirma haver onde não estará,
E porque não há,
A certeza plantada manténs…

Precipitação…
É do que te acuso, em defesa do meu
orgulho já remido.
Pela devoção do momento, tão bom,
perdido em tão vão ruído.
Eis que ouves
o discurso incauto de alguém.
E te reforças, na tua crendice, então…
Só porque tens razão.
Sem leveza, sem senão.
Só a razão que, ninguém mais,
só tu tens.

(Diogo Verri Garcia, Rio de Janeiro, 27/04/2021)


Créditos da imagem: Pixabay

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