Por: Raquel Alves Tobias

Há dias que as horas passam entre os minutos. Sem recordarem-se o que os segundos fizeram para alcançá-las.
Um pouco de silêncio para ouvir a respiração.
E então mais um começo sem final.
Gostaria que fosse infinito?
Estaria forçando uma conexão irreal rodeada por prazeres fugazes?

A alma que sente corre de si.
Apaga-se.
Faíscas chapiscam sem findar chama.
Buscam propósito.
O coração arde por fusão.
Confuso entre a sístole e a diástole.
Quer desfilar na avenida, purpurinado.
Quer a parte que falta, a todo custo.
Contrai-se, apertado.
Ignora o visível a olhos nus.
Quando um é carícia o outro é destrato.
Quando um é vírgula, o outro interrogação.
Então toco-te coração purpurinado, e sais por aí a dançar.
Perde-se na multidão de foliões fantasiados.
E de longe me sorris e se esvai, feito fumaça.

Raquel Alves Tobias


Créditos da imagem: Pexels

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