Por: Mauricio Luz

Há em mim um cadáver insepulto
Perfumado, atraente, sedutor,
Se recusa a aceitar sua morte
Que o seu tempo já passou.
Há em mim um morto-vivo
um vampiro sedento, insaciável
Se alimenta do sangue da aceitação alheia
Sugando qualquer vontade própria
Que seu hospedeiro possa ter
Há em mim um zumbi, um golem,
Comandado por desejos e vontades que não suas
Indo aonde querem que vá,
sonhando os sonhos alheios, dormindo sem nunca acordar
Cercado de tantos monstros,
Obliterado por tantas forças…
Terei Eu a vontade e coragem
De buscar no veneno o remédio
Que irá me curar?
Mauricio Luz
Créditos da imagem: Pixabay