Categoria Poesia

Frango na Sauna (Parte 2)

Por: Mona Vilardo E foi nos últimos dois meses que o inusitado me pegou de frente. Uma crise de estafa acompanhada de uma crise aguda de ansiedade. Entrei para as estatísticas do mal do século? Logo eu? Quem programou isso aí para mim? Em qual compasso estava escrito que isso ia acontecer? Essa aula de […]

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Machado

Por: Thiago Amério Corta a lenha. Esmera quando afiado. Quando cego, machuca. Se empunho com jeito É instrumento perfeito. Defende vulneráveis. Ataca covardes. Protege quem precisa. Lapida a madeira. Odin, tupã, Zeus ou Xangô Machado é fogo de amor Créditos da imagem: pixabay

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Enquanto houver mar

Por: Diogo Verri Garcia Deve seguir a navegar, Enquanto houver mar. Falou-me, ao vento, o pescador antes de ir. Zarpou no pesqueiro, recolhendo cordas Para se soltar. Foi tudo o que contou, antes de no mar quase se afogar. Ou porque perdeu coragem, Ou porque pecou por sorrir. Soube por outrem que as ondas eram […]

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Promessa (des)cumprida

Por: Thiago Amério Dez Mandamentos: Um norte. Um caminho cumprido. Uma porta larga. Vários pedidos. Muitos arrependimentos. Alguns compromissos. Inúmeras promessas. Mesma conduta. Um grande sentimento: se as pessoas descumprem por que se comprometem? Crédito da imagem: Thiago Amério

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A cabeceira dois.

Por: Diogo Verri Garcia Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois. Não na vinte, eis que não permite o vento; nem em outra mais, pois não existe a três. Antes, passaram tempos, Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua volta prostrada às […]

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A Procissão

Por: Diogo Verri Garcia Três velas foram acesas Para prorrogar o que ensejam outras três que apagaram Mais seis pares para ao santos, para acalentar dores e prantos, para alcançar o necessário. Dezenas foram à igreja Caminharam com firmeza Passaram e fizeram promessas Compareceram até em procissão. Tantos entregaram juras Virtuosos ao som da reza, […]

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Vermute e Jazz

Por: Diogo Verri Garcia Quando vi que chegava tarde, Na verdade era bem cedo. Quando soube que a voz era sinceridade, Corri ao encontro; não houve desterro. Sem perceber que o dia de penumbra na verdade era sol. Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocava Era menor bemol. Quando vi que o tudo […]

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Os malabares

Por: Diogo Verri Garcia O que está a ser reservado, será. Não há flores, não há guerras, nada que possa abrandar. O que tende a ser certo, malfadado não se faz e não se fez. Acontece em que pese a força, Mas se reforça na prece. Jaz a paz, mas chega a vez. Só não […]

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A deselegância do cretino

Por: Diogo Verri Garcia Deselegantemente, Escolhe seu melhor terno. De desalinho notado, panos mal costurados, De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco, De vividez sem afinco. Não minto: a fivela surrada e o couro nada distinto tomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangas de um terno de […]

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A forma de a vida passar

Por: Diogo Verri Garcia. Sinto-me inexato Sobre como corre a vida. É assim que estou vendo o rosto que busca, já em cansaço. É tal como percebi a cada passada, um descompasso. Ainda que me veja, na vida, acolhido, Talvez não mais sinto, pois que faça-me o ferido Na proposição de não querer ser displicente […]

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