Categoria Raquel Alves Tobias
Postado no 12 de maio de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Pára e escutaUm ruído silencioso envolve a sala. O controle espera sobre a mesa pela mão que irá mudar de canal.As histórias de hoje do velho BUK lembram as feiras da semana, uma repetição cíclica desinteressante. O sol brilha na almofada da poltrona em forma de ondas, desenhando a cobertura metálica […]
Postado no 30 de abril de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Oitenta batidas por minutona mão da meninaa baqueta e a lira O desfile: sete de setembro. A melodia crescee decresce Agudos. Metálicos. Contínuos. Estridentes. Um segundo, uma horauma vida O espasmo da pálpebraofusca a pupila E a força da mãoque tocaa baquetaprocura na letrao porquêda batida Por: Raquel Alves Tobias Créditos […]
Postado no 18 de abril de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Ela estava doente.Respirava rapidamente entre gemidos fracos.Seria apenas um retorno, não para hoje, para amanhã.Mas a mãe achou que não aguentaria até lá, então antecipou a reavaliação.Os familiares aguardavam pacientemente.Em meio a sorrisos, falavam de outros assuntos, felinos também.Dentro da caixa, Nina seguia ofegante, enquanto ronronava palavras pausadas.Sua mãe pegou-a no […]
Postado no 3 de abril de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Vento que corre entre os dedos.Agarrado aos pés, todo o caminho andado.Úmido.Colado, ultrapassado.Passado.Sorrindo, chorando.Doce, amargo.Tragado.Inutilmente guardado para alguma ocasião.Repetição.Névoa de ilusão.Vento que corre entre os dedos.Leva a cola.Evapora.E grão a grãoCai-se em nova construção. Por: Raquel Alves Tobias Créditos da imagem: Unsplash
Postado no 21 de março de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Há dias que as horas passam entre os minutos.Sem recordarem-se o que os segundos fizeram para alcançá-las.Um pouco de silêncio para ouvir a respiração.E então mais um começo sem final.Gostaria que fosse infinito?Estaria forçando uma conexão irreal rodeada por prazeres fugazes? A alma que sente corre de si.Apaga-se.Faíscas chapiscam sem findar […]
Postado no 9 de março de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Tomar um banho demoradoVer a superfície marmórea do box embaçadoDentre milhares de gotículas, lado a ladoEscorre a memória de uma história Escuta, escuta…A água que cai nas mãos faz-se poçaGuardada, por respingos evaporaEnquanto turva com fumaça o querer ver Aquece, aquece…O corpo que pede corpo sente a flamaDerrama chão a dentro […]
Postado no 23 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias É hora de parar e ouvir a respiraçãoSer o próprio ar e oxigenaçãoSem ruminar a comida do almoçoSoltar o nó que aperta o músculo no dorsoVarrer toda a terra caída pelo chão Depois de um dia cheioOlhar-se no espelho perdoando os defeitosOrgulhar-se das curvas de ganhos por pesosAcariciando todo o caminho […]
Postado no 9 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Sempre quererei ouvir-te por notas musicaisHá dias subindo e descendo por escalas menoresEscalada de temoresProvando os sabores de cada toque marcadoArdendo em chamas ou em cortes salgadosPingando com lembranças de afagoSangrando por entre pêlos eriçadosCom a saudosa lembrança do que não ocorreuAntes fosse tudo, quisera euAntes de tudo, fôssemos nósAnte o […]
Postado no 31 de janeiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Quem é você, saudade?Chegada, dúvida ou partida?Mordida de fruta doceSaliva de sede ativaVeneno inflamávelAbraço apertadoBeco sem saída? Quem é você, vontade?Insônia da despedidaTemor da felicidadeTremor de penicilinaMão que acariciaEntre o pêlo que eriça? Quem é você, desejo?Carente de siDoa a quem doar-se primeiroQue seja casa enquanto beijoe na paz do meu […]
Postado no 19 de janeiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Raquel Alves Tobias Olá outro a quem não quis feliz.Olá outro com quem competi.De tanto ver-me em ti, repeli.Refleti sombras entre opostosEntre carne e ossos expostosEsvaziando-me de mim,perdi-me, assim.Encontrei a falta.e faltei.Chegando ao ponto em que comecei:nua, vazia e cheia de choro.Apenas em busca de consoloda imagem que construí.Bebendo as perguntasengolindo as respostascomo água […]