Sobre

Afinal, como apresentar um site voltado à literatura, às crônicas e à poesia? Com quais palavras escrever e com que argumentos sustentar? Poderia ser dito que a palavra é uma vocação inata ao homem, tanto quanto dar passos e respirar; ou que a razão não caminha de mãos dadas com a poesia, tal como há na simultaneidade de sorrir e chorar.

Nada disso, contudo, é adequado para o primeiro intento: caberá aos autores a exposição de seus verbos e a conquista de cada pedaço da gratidão (ou não) de cada leitor. Nenhum desses passos será construído no inicial escrito: as postagens vindouras farão suas vezes de mostrar o trabalho. Por enquanto, limito-me a apresentar “Literarte: a arte procurando ser reposta”, não pelo olhar consensual e comum de todos os autores que aqui escrevem, mas pela minha singular e egoísta visão. Afinal de contas, quem tem o desafio de escrever primeiro, também sofre o encargo de ser o primeiro a opinar – e a errar.

Literarte  surgiu do persuasivo convite de um – hoje amigo – companheiro de mestrado e de cadeira jurídica, Thiago Amério, criativo advogado de uma não longínqua subseção judiciária do Estado do Rio de Janeiro, convincente nas palavras, apaixonado pela Sarah, vibrante com a música e feliz com Karl Popper – e que publica seus textos às quintas-feiras.

O trabalho foi proposto logo após nosso comparecimento a sarau poético na Casa de Cultura Laura Alvim, onde ambos declamamos poesias autorais – no meu caso, após quase um decênio de intensa inatividade. Delimitada a necessidade de espera pelo fim dos afazeres mais mundanos, foi demarcada a data de 17 de julho de 2018, para início dos trabalhos.

Coube a Thiago o chamado a Renato T. de Miguel, autor ministerial que também tem por vício o Direito e por rota de fuga a poesia – no caso de Renato, com especial qualidade também para a prosa. Integrado ao grupo, Renato escreve conosco aos domingos.

Nas rodas de amigos da Federal do Estado do Rio de Janeiro, no bar Colarinho, em Botafogo – desiludidos, após mais uma eliminação brasileira em Copas de Mundo –, Alexandre Costeira Frazão, autor e advogado – que escreve às segundas-feiras –, sondou comentários ao pleito e ouviu a proposta, atendendo de imediato ao convite. Em razão dele (poeta e flamenguista fervoroso, para desgosto deste vascaíno que vos escreve), incluímos uma seção dedicada às crônicas no futebol.

Recebemos ainda as subscrições de Alvaro Assis e Tadany Cargnin dos Santos. O primeiro, Alvaro, valoroso poeta e compositor petropolitano – que, em 2018, lança seu terceiro livro, “Eutros” –, nos aportou a convite de Thiago, apresentando às sextas-feiras seu vasto repertório. O segundo, Tadany, poeta, escritor, palestrante internacional e autor no site www.tadany.org – com quem, de outrora, assino a coautoria dos sambas “Como posso pensar na vida” e “Carta aos amigos” –, chegou ao grupo para escrever às terças-feiras: é, até o momento, nosso único representante no estrangeiro, residente em Pune, Maharashtra, Índia.

Por fim, em setembro de 2018, aportou no Literarte a cantora, atriz e escritora Mona Vilardo, bacharel em canto lírico pela Federal do Estado do Rio de Janeiro, que desde  2017 apresenta seu espetáculo “Mona canta Dalva” – em homenagem ao centenário da cantora Dalva de Oliveira, no qual assina o roteiro, junto com Marcia do Valle, e a produção geral. Atualmente, ela também faz parte do grupo vocal Equale – ganhador do 29º Prêmio de Música Brasileira 2018 – Categoria Grupo de MPB. Mona escreve conosco aos sábados, diretamente de Niterói-RJ.

Tal como diz Fernando Pessoa, “todo começo é involuntário”. E assim nasceu “Literarte: a arte procurando ser reposta”. Espero, sinceramente, que apreciem.

Escrevo semanalmente, sempre às quartas-feiras.

Siga o Literarte no Instagram: @literarteweb

Um abraço,

Diogo Verri Garcia, julho de 2018 (atualizado em set./18).

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