Categoria Diogo Verri Garcia
QUANDO ALGUÉM PULA DE UM TREM
Postado no 16 de maio de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia QUANDO ALGUÉM PULA DE UM TREM Quando alguém pula de um trem…Não falo de morte, leitor; deixe de afobação.Digo com ele prostrado, já chegada à estação,Pois é a melhor parada depois de tanto assistir.São algumas as horas passando a paisagem,Que não tenho nele notado,Se quem vê de fora, me nota em […]
RÉQUIEM PELO VERSO
Postado no 4 de maio de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia RÉQUIEM PELO VERSO Há momentoDe quem reverbera a própria parada.E se dá um descanso,Tão mais breve que o tempo sejaTão mais calmo quanto a tudo veja,Sem que haja em sua sorte sequerUma luz apagada.Afinal é parada, só parada.Pois é chama que reluz quando cansa,E mesmo assim permanece acesa.Aparente e mais mansaQue […]
A DESELEGÂNCIA DO CRETINO
Postado no 22 de abril de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A DESELEGÂNCIA DO CRETINO Deselegantemente,Escolhe seu melhor terno.De desalinho notado,panos mal costurados,De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco,De vividez sem afinco.Não minto: a fivela surrada e o couro nada distintotomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangasde um terno de listras, com camisa xadreze […]
DECÚBITO FINAL
Postado no 6 de abril de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DECÚBITO FINAL Quando tudo mais parar,E o aperto descansar,Que assim seja.Que a alma possa se acomodar,E o corpo parar de lutarPara que o fim do amor cá esteja. Finalmente, haverá tenacidadee tranquilidade em perceber ser assim.Que a certeza não põe cartas na mesa.O coração esbraveja,Mas tudo, afinal, é natural chegue ao […]
MEMÓRIAS DE UM MÊS DE MARÇO VAZIO
Postado no 24 de março de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia MEMÓRIAS DE UM MÊS DE MARÇO VAZIO Cai a tarde, que não se vai tão tarde.Vê-se a rua deserta,A aglomeração repleta da falta de querer se amontoar.Há algum decúbito de bares vazio,Sem calor humano, um frioentorpece os cantos sem nos deixar acostumar. Vê-se que a vida passa em outro andamento,isenta ao […]
DESCORTINANDO
Postado no 12 de março de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DESCORTINANDO Nada como o dom de estar certoMandar seguir a vida,Aliviar o canto.Deixar o sol bater,Abrir a cortina.E lá fora, em que não se olhava a vida,há uma manhã tão bela.Nada como o dom de estar certo.E estar santoNo refúgio da paz que é completa.E ao sair na varanda, entrar o […]
CARTA EM ENTREVISTA
Postado no 27 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia CARTA EM ENTREVISTA Se a vida fosse sempre calada e nada incerta,Passaria discreta,Sem qualquer conotação.Haveria só dores literais ou iguais sorrisos,Talvez nada que opusesse a vida ideal que avalizo,Porém sem o que nos elevasse além do chão. Se a vida fosse sempre reta,Seria dessalgada, descomprometida e não compromissada,Talvez até sem razão […]
DECÚBITO, 1 DE 2
Postado no 15 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DECÚBITO, 1 DE 2 Sem se deixar ponderar,Ela pensou o que quis.Pois consolidou-se matrizDa angústia, que era tão mais.E assim não falou, não amou, nem sofreu,Nem sequer compreendeuQue havia algo justo e completo,Um convite a dar certoe que não era fugaz. Mas, talvez, nada tinha a querer.Não hesitou em clamarQue algo […]
O PERTINAZ CAMINHO
Postado no 3 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O PERTINAZ CAMINHO O caminho que não tem passos,Onde é formidável o caminho.Dos pés gelados, caudalosos, se fosse tentado o caminhar.É caminho em que tem vento e que tem pássarosQue levantam voo ao nos aproximarmos a passar. O caminho que tem folhas e não tem terra,Que balança quem passa, mas se […]
QUANDO O VENTO SE TORNA EM ARAGEM
Postado no 22 de janeiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia QUANDO O VENTO SE TORNA EM ARAGEM No marco zero, tudo é calmo e quietoQue de tão silencioso é deveras isento.É quando começa a aragem.Que movimenta o silêncioDe rumor rigoroso, experto.De acanhamento que chega a ser lento,Mas que já muda algo em paisagem. Ouve-se um zumbido que apita ao ouvidoPois não […]