Categoria Diogo Verri Garcia

VINTE E CINCO

Por: Diogo Verri Garcia VINTE E CINCO O que há em beijosQue começam e te deixam?E ameaçam, com boca próxima,Não sente culpa; transparecem o desapegoDe um nada mais…E veem sussurrosQue terminam dando nós nos teus ouvidos,Que transforma o precavido,A aventurar-se nesse abraço,A deleitar-se,Sentir amor, viver em paz. O que há nos olhos?Que mudam as cores […]

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LISBOA EM FINAS TARDES (TEMPO À JANELA)

Por: Diogo Verri Garcia LISBOA EM FINAS TARDES (TEMPO À JANELA) Passou,Mais um dia passou aqui da janela.Algum frio e vento, estupendo e seco.Fim de tarde vagarosa e bela. Por aqui, o tempo não cravou estandartes,Nem usurpou os dias feito fossem suas meretrizes.Lugar em que as passagens de horas são afáveis.Diferente de onde venho, onde […]

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BATALHA SOBRE AS ONDAS

Por: Diogo Verri Garcia BATALHA SOBRE AS ONDAS Devemos caminhar longe daquilo que nos faz mal,Do que nos desalegre,Ou que nos extermine.Não é questão de regra,De bom trato social.Como se dizer adeus,Para, enfim, reabraçar fosse anormal.Mas há limitação entre o não triste serE a busca do que por bem vá guarnecer,Para pretender – o melhor […]

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PALAVRAS CAMINHANTES

Por: Diogo Verri Garcia PALAVRAS CAMINHANTES Há palavras que por mim não passam,Tanto que ficam retidas, feito um congestionamento.Tentam, mas param; busco percebê-las, mas não aderem.Funcionam feito vento na roupa, ao que se sente, mas não tocam a pele.A ponto de quererem saber, para tanto querê-las, meu argumento.Mas não preciso,Não falo.São só palavras,meu fardamento,Como toda […]

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MANUAL DO AMOR DE SEMPRE

Por: Diogo Verri Garcia MANUAL DO AMOR DE SEMPRE Ao pretenderes tratarOu falar a quem se gosta,Não queiras mais se atormentar,Compreender, tergiversar.Para a sorte do teu bem,entenda:Não responder já é resposta. Quem quer encontrar, dá sempre um jeito,Não há razões, palavras, preceitos,um nadaque justifique o sumir.Se o amor tanto quer te falar,Não há carga vazia […]

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FLOR EM CANÇÃO

Por: Diogo Verri Garcia FLOR EM CANÇÃO Tá aíA coisa mais bela que a vida pra mimTrouxe em você e em mais ninguém.InsensatoEu me torno em seus braços em meio a caríciasAté pra dizer que me faz tão bem.Não há problema em deixar transbordarAlgum lugar lá no meu peitoRisos e um poemaIlustrado em bom somPara […]

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QUANDO ALGUÉM PULA DE UM TREM

Por: Diogo Verri Garcia QUANDO ALGUÉM PULA DE UM TREM Quando alguém pula de um trem…Não falo de morte, leitor; deixe de afobação.Digo com ele prostrado, já chegada à estação,Pois é a melhor parada depois de tanto assistir.São algumas as horas passando a paisagem,Que não tenho nele notado,Se quem vê de fora, me nota em […]

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RÉQUIEM PELO VERSO

Por: Diogo Verri Garcia RÉQUIEM PELO VERSO Há momentoDe quem reverbera a própria parada.E se dá um descanso,Tão mais breve que o tempo sejaTão mais calmo quanto a tudo veja,Sem que haja em sua sorte sequerUma luz apagada.Afinal é parada, só parada.Pois é chama que reluz quando cansa,E mesmo assim permanece acesa.Aparente e mais mansaQue […]

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A DESELEGÂNCIA DO CRETINO

Por: Diogo Verri Garcia A DESELEGÂNCIA DO CRETINO Deselegantemente,Escolhe seu melhor terno.De desalinho notado,panos mal costurados,De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco,De vividez sem afinco.Não minto: a fivela surrada e o couro nada distintotomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangasde um terno de listras, com camisa xadreze […]

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DECÚBITO FINAL

Por: Diogo Verri Garcia DECÚBITO FINAL Quando tudo mais parar,E o aperto descansar,Que assim seja.Que a alma possa se acomodar,E o corpo parar de lutarPara que o fim do amor cá esteja. Finalmente, haverá tenacidadee tranquilidade em perceber ser assim.Que a certeza não põe cartas na mesa.O coração esbraveja,Mas tudo, afinal, é natural chegue ao […]

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