Categoria Diogo Verri Garcia

Quando alguém pula de um trem

Por: Diogo Verri Garcia (Quando alguém pula de um trem) Quando alguém pula de um trem… Não falo de morte, leitor: deixe de afobação. Digo com ele prostrado, já chegada a estação, Pois é a melhor parada depois de tanto assistir. São algumas as horas passando a paisagem, Que não tenho nele notado, Se quem […]

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Os passos sem passagem

Por: Diogo Verri Garcia Quando os passos deixarem de fazer passagem, Quando a trama for só miragem, No que já houve opção. Quando a vela atrás da porta não estiver acesa, Quando a reza não for para afastar tristeza, Mas for por gratidão. Então acharás quem já não encontra, Depois que tanto perdeste a conta, […]

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O pertinaz caminho

Por: Diogo Verri Garcia (O pertinaz caminho) O caminho que não tem passos, Onde é formidável o caminho. Dos pés gelados, caudalosos, se fosse tentado o caminhar. É caminho em que tem vento e que tem pássaros Que levantam voo ao nos aproximarmos a passar. O caminho que tem folhas e não tem terra, Que […]

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O necessário voltar

Por: Diogo Verri Garcia (O necessário voltar) Necessário voltar para aquele lugar em que a alma nos alegra. Onde é fácil dormir e acordar. Lá, que tão bem se quer estar. Ter uma alma de poeta. Necessário voltar para aquele lugar Onde a saudade não nos mata. E, certos que a paz é leve, É […]

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Conto às três vidas

Por: Diogo Verri Garcia (Conto às três vidas) O relógio não anda para trás: O tempo passou. Já aqui, o conto de três vidas jaz. Que tivemos, feito o som tão leve, Mas que escorreu na misteriosa imprevidência, Tal como o silêncio das coisas, a ausência Que há no ponto final de uma bossa. Três […]

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O Jornal das Coisas Amenas

Por: Diogo Verri Garcia Prezado Leitor, tendo em conta o fim de ano, faltei com a publicação habitual de quarta-feira, a qual realizo hoje, um dia depois. (O jornal das coisas amenas) Um jornal oficial que publicava Não mais as leis, Tão só notícias: e era devotado às amenas. Se houvesse proposto uma estrofe e […]

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Dezembro e o tempo.

Por: Diogo Verri Garcia (Dezembro e o tempo) Quando passa à frente outro ano Logo tanto tempo, em rompante, vai embora. Amanhã, nunca mais será o mesmo dezembro. Passa e passou nas ruas povo farto e alegre, (Andam também alguns avarentos). No caminhar de crianças e moças, vem ainda mais gente: Um senhor sorridente, e […]

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A tarde da praça

Por: Diogo Verri Garcia Era a tarde na praça. Em que correu alegre, caindo. Feito lembrança que passa a galope afagando o brinquedo. E se alistava a um período seleto, sem medo, em que havia graça em correr perseguindo. Mas aos poucos, notará: quem nos segue é o tempo, De gosto ainda duvidoso, do desconhecido […]

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A Hora do Só

Por: Diogo Verri Garcia “A Hora do Só” Quando apressa-se em achegar a madrugada Em que me finjo aos outros desfraterno, Pois não há mal que faça um ruído, um nada. Permaneço só, privado da distração malfamada, Pois é nesta hora apenas que tenho no silêncio um subalterno. Diferente de quando toca a alvorada E […]

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A Torre de Livros

Por: Diogo Verri Garcia Prezados leitores, Atrasado com a publicação da última quarta, publico hoje, domingo. (A torre de livros) Quando se guardam livros a mais, Sem saber que, dentro deles, mais e quais palavras há, Tornam-se questões pendentes. Que cada vez que mais livros chegam, tomam ainda menos ar, São comichões, que há nas […]

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