Categoria Diogo Verri Garcia

Decúbito, 1 de 2

Por: Diogo Verri Garcia Prezados Leitores, Com algum atraso, o texto da semana: (Decúbito, 1 de 2) Sem se deixar ponderar, Ela pensou o que quis. Pois consolidou-se matriz Da angústia, que era tão mais. E assim não falou, não amou, nem sofreu, Nem sequer compreendeu Que havia algo justo e completo, Um convite a […]

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O tempo e a pressa

Por: Diogo Verri Garcia (O tempo e a pressa) O tempo e a pressa, Eu soube: vocês se falaram, Mas não maldisseram o quão tudo foi forte, Tão só sorriram, soluçaram e calaram. O tempo e a pressa, Eu soube que se arrependeram Do gosto amargo da sorte, Da junção de esforços que me prometeram. […]

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Memórias de um mês de março vazio

Por: Diogo Verri Garcia (Memórias de um mês de março vazio) Cai a tarde, que não se vai tão tarde. Vê-se a rua deserta, A aglomeração repleta da falta de querer se amontoar. Há algum decúbito de bares vazio, Sem calor humano, um frio entorpece os cantos sem nos deixar acostumar. Vê-se que a vida […]

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O tempo pára

Por: Mona Vilardo O tempo pára Hoje terei que discordar do Cazuza, mesmo sendo seu aniversário. Cazuza, preciso dizer que o tempo pára. E, estranhamente, parou no mundo todo, para todos nós. Mas, olha que curioso, no tempo que parou eu escutei o canto dos pássaros na minha rua, que sempre está cheia de carros […]

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Palavras de uma alma inacabada

Por: Diogo Verri Garcia (Palavras de uma alma inacabada) Crescer é romper, É amar, é colher. É se lamentar mesmo quando o lamento não for grande. É saber reviver, depois de chorar lágrimas de sangue. É notar que a vida passa frente à face, Ágil, como se um único dia fosse toda a vida. Curto […]

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Interceptaram o Futebol (Conto)

Por: Diogo Verri Garcia Era tempo de Vasco e Fluminense, válido pela decisão do principal campeonato sulamericano de futebol. O primeiro jogo, no histórico estádio das Laranjeiras, ocorrera há alguns dias, com vitória segura do Fluminense, pelo placar de 2 a 1. A partida seguinte e derradeira, realizar-se-ia em São Januário, dali a algumas semanas, […]

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Lisboa em Finas Tardes (Tempo à Janela)

Por: Diogo Verri Garcia Lisboa em Finas Tardes (Tempo à Janela) Passou, Mais um dia passou aqui da janela. Algum frio e vento, estupendo e seco. Fim de tarde vagarosa e bela. Por aqui, o tempo não cravou estandartes, Nem usurpou os dias feito fossem suas meretrizes. Lugar em que as passagens de horas são […]

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Quando alguém pula de um trem

Por: Diogo Verri Garcia (Quando alguém pula de um trem) Quando alguém pula de um trem… Não falo de morte, leitor: deixe de afobação. Digo com ele prostrado, já chegada a estação, Pois é a melhor parada depois de tanto assistir. São algumas as horas passando a paisagem, Que não tenho nele notado, Se quem […]

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Os passos sem passagem

Por: Diogo Verri Garcia Quando os passos deixarem de fazer passagem, Quando a trama for só miragem, No que já houve opção. Quando a vela atrás da porta não estiver acesa, Quando a reza não for para afastar tristeza, Mas for por gratidão. Então acharás quem já não encontra, Depois que tanto perdeste a conta, […]

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O pertinaz caminho

Por: Diogo Verri Garcia (O pertinaz caminho) O caminho que não tem passos, Onde é formidável o caminho. Dos pés gelados, caudalosos, se fosse tentado o caminhar. É caminho em que tem vento e que tem pássaros Que levantam voo ao nos aproximarmos a passar. O caminho que tem folhas e não tem terra, Que […]

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