Categoria Diogo Verri Garcia

Balaio Torto das Ruas

Por: Diogo Verri Garcia. Dedico Aos que emburrecem, ao viver o amor que eu não vivi. Ao refrasearem a canção que não obrei; Os refrões que, sem percussão, cantavam. Ao criticarem os beijos sinceros que, beijados dela, dediquei, Mas que eram pouco mais, para caminhar nos passos Que, falseantes ou falseados, mesmo importantes, não prossegui. […]

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Quando o vento se torna em aragem

Por: Diogo Verri Garcia No marco zero, tudo é calmo e quieto Que de tão silencioso é deveras isento. É quando começa a aragem. Que movimenta o silêncio De rumor rigoroso, experto. De acanhamento que chega a ser lento, Mas que já muda algo em paisagem. Ouve-se um zumbido que apita ao ouvido Pois não […]

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O que se vê só nos olhos

Por: Diogo Verri Garcia Sobre os olhos que não falam E imaginam tudo da falsa verdade. Não serenam, mas se calam, Repercutem agudos, mudos, esclarecidos, sem sinceridade. Despejam sobre outros olhos, sem calma, todo rancor, Tudo de súbita vez. Transcendem a olhares agressivos, Aqui já apreendidos, tal como já perceberam vocês. Se os olhares não […]

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Verso em Processo (Rua Acre, 80)

Por: Diogo Verri Garcia Levo a vida como posso E dos meus dias faço verso. A cada hora escrevo prosa para os amores que eu prezo. Mas aqui é o adverso, Vejo lá a Guanabara. Misturo o verso e o processo E a luz do sol invade a sala. E aqui desta janela, Vejo a […]

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Enquanto houver mar

Por: Diogo Verri Garcia Deve seguir a navegar, Enquanto houver mar. Falou-me, ao vento, o pescador antes de ir. Zarpou no pesqueiro, recolhendo cordas Para se soltar. Foi tudo o que contou, antes de no mar quase se afogar. Ou porque perdeu coragem, Ou porque pecou por sorrir. Soube por outrem que as ondas eram […]

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A cabeceira dois.

Por: Diogo Verri Garcia Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois. Não na vinte, eis que não permite o vento; nem em outra mais, pois não existe a três. Antes, passaram tempos, Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua volta prostrada às […]

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A Procissão

Por: Diogo Verri Garcia Três velas foram acesas Para prorrogar o que ensejam outras três que apagaram. Mais seis pares foram ofertados ao santos, para acalentar dores e prantos, para alcançar o necessário. Dezenas foram à igreja Caminharam com firmeza Passaram e fizeram promessas Compareceram até em procissão. Tantos entregaram juras Virtuosos ao som da […]

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Vermute e Jazz

Por: Diogo Verri Garcia Quando vi que chegava tarde, Na verdade era bem cedo. Quando soube que a voz era sinceridade, Corri ao encontro; não houve desterro. Sem perceber que o dia de penumbra na verdade era sol. Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocava Era menor bemol. Quando vi que o tudo […]

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Os malabares

Por: Diogo Verri Garcia O que está a ser reservado, será. Não há flores, não há guerras, nada que possa abrandar. O que tende a ser certo, malfadado não se faz e não se fez. Acontece em que pese a força, Mas se reforça na prece. Jaz a paz, mas chega a vez. Só não […]

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A deselegância do cretino

Por: Diogo Verri Garcia Deselegantemente, Escolhe seu melhor terno. De desalinho notado, panos mal costurados, De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco, De vividez sem afinco. Não minto: a fivela surrada e o couro nada distinto tomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangas de um terno de […]

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