Categoria Diogo Verri Garcia
O JORNAL DAS COISAS AMENAS
Postado no 28 de outubro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O JORNAL DAS COISAS AMENAS Um jornal oficial que publicavaNão mais as leis,Tão só notícias: e era devotado às amenas.Se houvesse proposto uma estrofe e a ele quisesse apor,Publicado seria,Tal como a letra de um compositorPoderia.Só há restrição para coisas pequenas. Que assim compreendem, nem pelo quantumnem pela forma do verso,Não […]
BALAIO TORTO DAS RUAS
Postado no 15 de outubro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia BALAIO TORTO DAS RUAS DedicoAos que emburrecem, ao viver o amor que eu não vivi.Ao refrasearem a canção que não obrei;Os refrões que, sem percussão, cantavam.Ao criticarem os beijos sinceros que, beijados dela, dediquei,Mas que eram pouco mais, para caminhar nos passosQue, falseantes ou falseados,mesmo importantes, não prossegui.Pois, ainda das razões,pouco […]
VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80)
Postado no 24 de setembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80) Levo a vida como possoE dos meus dias faço verso.A cada hora escrevo prosapara os amores que eu prezo. Mas aqui é o adverso,Vejo lá a Guanabara.Misturo o verso e o processoE a luz do sol invade a sala. E aqui desta janela,Vejo a avenida […]
A CABECEIRA DOIS
Postado no 9 de setembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A CABECEIRA DOIS Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois.Não na vinte, eis que não permite o vento;nem em outra mais, pois não existe a três.Antes, passaram tempos,Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua voltaprostrada às costas a […]
A HORA DO SÓ
Postado no 25 de agosto de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A HORA DO SÓ Quando apressa-se em achegar a madrugadaEm que me finjo aos outros desfraterno,Pois não há mal que faça um ruído, um nada.Permaneço só, privado da distração malfamada,Pois é nesta hora apenasque tenho no silêncio um subalterno. Diferente de quando toca a alvoradaE tudo mais insiste em dizer: – […]
VERMUTE E JAZZ
Postado no 8 de agosto de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia VERMUTE E JAZZ Quando vi que chegava tarde,Na verdade, era bem cedo.Quando soube que a vozera sinceridade,Corri ao encontro; não houve desterro.Sem perceber que o dia de penumbrana verdade, era sol.Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocavaEra menor bemol.Quando vi que o tudo o que se passava,Passava e pouco […]
POEMA ÀS PRESSAS
Postado no 21 de julho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA ÀS PRESSAS Somente preciso fazer um poema,Pois me fiz esquecido da data certaOu mesmo tão ocupado, sem mal ter dormidoSem tampouco poder ter parado,em um esforço aguerrido,que passou por mim, passado e batido,o momento que o verso esperavade porta aberta. O verso esperou e cansou,eu nem percebiEm meio a papeis […]
O CARIOCA HIPOTÉRMICO
Postado no 8 de julho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O CARIOCA HIPOTÉRMICO Protegei-me, alguém,do tão frio incautoQue flagela e traz maus-tratosÀ medida que esfria.Eis que logo aos quinze graus,Carioca já sofre hipotermia. Não vejo razão nos que achamesse agorento frio, no Rio, tão fofo.Não há lareira em minha sala,Devo descer roupas quentes da mala,No mercado, armários de vinho esvaziam,Pois, aqui, […]
CAFÉ EM O’HIGGINS
Postado no 27 de junho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia CAFÉ EM O’HIGGINS A história de uma história vaziaTal como a noite que termina entrepassando clara,Com a escuridão entrecortadaTão logo vem a sombra da luz, clareando a via. Iluminando arvoredos,Retirando da sombra os ramos e os gravetosFazendo o monte em frente mais claro,A rua, mais cheia;A temperatura, por instantes, mais fria. […]
OS MIRADORES
Postado no 10 de junho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS MIRADORES Havia um monte em que todos iam.E a um prédio mais alto, feito um mirador,Para ver a altura em que a chuva molhava,Pouco lhes importandose quanto mais alto a friagem chegava,Pois o pisco causava calor. Nela, meus olhos encontravam o frio.Entregando um clima nem um pouco mais tenro,de um […]