Categoria Diogo Verri Garcia

A Procissão

Por: Diogo Verri Garcia Três velas foram acesas Para prorrogar o que ensejam outras três que apagaram. Mais seis pares foram ofertados ao santos, para acalentar dores e prantos, para alcançar o necessário. Dezenas foram à igreja Caminharam com firmeza Passaram e fizeram promessas Compareceram até em procissão. Tantos entregaram juras Virtuosos ao som da […]

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Vermute e Jazz

Por: Diogo Verri Garcia Quando vi que chegava tarde, Na verdade era bem cedo. Quando soube que a voz era sinceridade, Corri ao encontro; não houve desterro. Sem perceber que o dia de penumbra na verdade era sol. Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocava Era menor bemol. Quando vi que o tudo […]

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Os malabares

Por: Diogo Verri Garcia O que está a ser reservado, será. Não há flores, não há guerras, nada que possa abrandar. O que tende a ser certo, malfadado não se faz e não se fez. Acontece em que pese a força, Mas se reforça na prece. Jaz a paz, mas chega a vez. Só não […]

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A deselegância do cretino

Por: Diogo Verri Garcia Deselegantemente, Escolhe seu melhor terno. De desalinho notado, panos mal costurados, De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco, De vividez sem afinco. Não minto: a fivela surrada e o couro nada distinto tomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangas de um terno de […]

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A forma de a vida passar

Por: Diogo Verri Garcia. Sinto-me inexato Sobre como corre a vida. É assim que estou vendo o rosto que busca, já em cansaço. É tal como percebi a cada passada, um descompasso. Ainda que me veja, na vida, acolhido, Talvez não mais sinto, pois que faça-me o ferido Na proposição de não querer ser displicente […]

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Outro brilho, mesmos olhos.

Por: Diogo Verri Garcia São os mesmos olhos daquele dia, Porém já distantes e frios Os olhos dela não mais se abrilhantam: Passam demonstrando nada mais que vazio. E percebo que tais olhos não têm sua luz própria Só refletem o que penso dela em meus pensamentos Que por inexatos que sejam, mesmo que racionalmente […]

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Os Azevinhos

Por: Diogo Verri Garcia Há vezes que a solidão é o melhor adivinho, Sem importar o que nos importa no mundo. Deixar esvair a mente, que vá. É fricção do perigo que corre o gosto De não esvaecer a tensão de deixar-nos No tumulto que nos entorna a rodar. A pausa não é sem graça, […]

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Poemas Pálidos

Por: Diogo Verri Garcia Sorrateiramente, sem violência, Poemas vêm e vão. Como passagens de trem, como o verão. Nem todos são vigentes, confortáveis ou frequentes. Há poemas que são pálidos; outros, que são quentes. Quando encorpam, avançam e arrastam Feito forças do vento abrasivo, que é bravo. Quando desandam, são blocos de verso que não […]

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A mais tenaz calma

Por: Diogo Verri Garcia Quando não sei ao certo O que é certo, O que vai dar certo E o que restará parado se algo der errado. É o momento que mais inquieta Quando causa silêncio o excesso de coisas que repetem e acontecem quando só resta prece para devolver o real silêncio. Quando totalmente […]

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Os miradores

Por: Diogo Verri Garcia Havia um monte em que todos iam. E a um prédio mais alto, feito um mirador, Para ver a altura em que a chuva molhava, Pouco lhes importando se quanto mais alto a friagem chegava, Pois o pisco causava calor. Nela, meus olhos encontravam o frio. Entregando um clima nem um […]

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