Categoria Diogo Verri Garcia

Prosa Areada

Por: Diogo Verri Garcia (Prosa areada) Poesias trazem lembranças São rememoranças nossas ou de um qualquer outro. Que fazem do verso um guilhote; Tornam o verso um sopro De quem narra o amor que já passou e, antes do verso, era tanto esquecido. O poeta a isso não viu, Mas escreve tal como tivesse vivido. […]

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Poema do Verso Demudado

Por: Diogo Verri Garcia POEMA DO VERSO DEMUDADO Foi Raiz da causa que apressava a alma, Ainda que assim tão pura, De tão aguda, antes já me desfez a calma Feito a luz de uma cheia lua, Feito dia, ampara e enternece. Entretece a luz pequena de uma chama em vela, Luminosa pouco quão, que […]

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Verso Encaminhante

Por: Diogo Verri Garcia (Verso Encaminhante) Desceu a rua inteira, Só por tentar caminhar. Passou, insistiu e voltou, Só para tentar ver o mar. Aquele momento tão preso, Tornado e tornava-se tormento. Deixava a vida vazia Sem cor, de uníssono sabor já ansioso, mais insólito e isento. Ao menos, por sentir a vida por lá, […]

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Poema em clausura

Por: Diogo Verri Garcia Poema em clausura O verso era longo demais, Para permitir caminhar por aí. Para ter cada passo firme, ou passo que jaz. Para ter o caminhar sincero como o poema que mais caminha sozinho, mesmo sem ter doçura. Porque o verso pensou: -será que sou só literatura Ou se sou traço […]

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Batalha sobre as ondas

Por: Diogo Verri Garcia Batalha sobre as ondas Devemos caminhar longe daquilo que nos faz mal, Do que nos desalegre, Ou que nos extermine. Não é questão de regra, De bom trato social. Como se dizer adeus, Para, enfim, reabraçar fosse anormal. Mas há limitação entre o não triste ser E a busca do que […]

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Decúbito Final

Por: Diogo Verri Garcia Decúbito Final Quando tudo mais parar, E o aperto descansar, Que assim seja. Que a alma possa se acomodar, E o corpo parar de lutar Para que o fim do amor cá esteja. Finalmente, haverá tenacidade e tranquilidade em perceber ser assim. Que a certeza não põe cartas na mesa. O […]

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Carta em entrevista

Por: Diogo Verri Garcia (Carta em entrevista) Se a vida fosse sempre calada e nada incerta, Passaria discreta, Sem qualquer conotação. Haveria só dores literais ou iguais sorrisos, Talvez nada que opusesse a vida ideal que avalizo, Porém sem o que nos elevasse além do chão. Se a vida fosse sempre reta, Seria dessalgada, descomprometida […]

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Réquiem pelo verso

Por: Diogo Verri Garcia (Réquiem pelo verso) Há momento De quem reverbera a própria parada. E se dá um descanso, Tão mais breve que o tempo seja Tão mais calmo quanto a tudo veja, Sem que haja em sua sorte sequer Uma luz apagada. Afinal é parada, só parada. Pois é chama que reluz quando […]

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Descortinando

Por: Diogo Verri Garcia Nada como o dom de estar certo Mandar seguir a vida, Aliviar o canto. Deixar o sol bater, Abrir a cortina. E lá fora, em que não se olhava a vida, há uma manhã tão bela. Nada como o dom de estar certo. E estar santo No refúgio da paz que […]

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Decúbito, 1 de 2

Por: Diogo Verri Garcia Prezados Leitores, Com algum atraso, o texto da semana: (Decúbito, 1 de 2) Sem se deixar ponderar, Ela pensou o que quis. Pois consolidou-se matriz Da angústia, que era tão mais. E assim não falou, não amou, nem sofreu, Nem sequer compreendeu Que havia algo justo e completo, Um convite a […]

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