Em Si

Por: Valéria Shirá

Em Si

O poema se embrenha em mim como uma brisa leve…
Que atravessa o tumulto barulhento de um recipiente cheio
Entra trançando vísceras
Ressignificando
Recordando
Poetando ao seu modo de Ser

Leve recolhe
e transborda a Vida
Leve voa
vestido da lealdade ao que é
Leve flutua em retorno esférico
Circula
Sempre em paz
Sempre maís
Deleite
de um compromisso único

Corre nos jardins do mundo
Criando a certeza dos encontros
Desperta
A dança das flautas e dos lírios

A música que encanta os braços parte do coração
As lágrimas sabem dizer as canções das Águas
Sua gentileza,
Sua alegria
E sua fúria
Rasgam as veias,
E nos mares q
Imensas gargalhadas

Salta no ar
No seu trote
Corre com as mulheres
Se confunde nelas

E o poema é vento que leva
Sutil certeza
Traz para perto
Corre por fora
livre por dentro
O poema eternamente corre
Sem se dar conta de quantas são suas travessias
De em quantos oceanos velejou
Quantas ilhas
Quantas terras distantes
Do quanto viajou
Plenamente ficou
Infinito gozou
Em si
Sempre retornou

Valéria Shirá


Créditos da imagem: Pexels

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