Por: Mauricio Luz

Meus dedos passeiam por seu corpo
Infinitos desenhados infinitamente em sua pele
Mãos suavemente dançam pela suavidade de seu corpo
Decoro seus contornos em braile
Deixando o decoro em segundo plano.
Meus lábios percorrem sua geografia
Sedentos em encontrar a fonte que saciará
Uma sede que só aumenta, mesmo quando
Bebo direto daquilo que tanto buscava
Sem fôlego, roubo seu ar com um beijo
Procurando um alento que se vai
Assim que nossas bocas se desgrudam.
Minha retidão se desvanece em suas curvas
E minha razão só encontra sentido
Em algo que está além do que consigo compreender.
Eu estava perdido, e você me encontrou
Apenas para que eu me perca
Nos saborosos caminhos de sua beleza!
Oxalá eu me mantenha desencontrado!
Que em suas trilhas eu saia dos trilhos,
Um trem desgovernado que encontra refúgio
Na doce e quente estação de seus braços.
Mauricio Luz
Créditos da imagem: Pixabay