Por: Mauricio Luz

Vamos, me conte seus defeitos
Confesse algo que me faça
Nunca mais olhar para você.
Diga-me que é pedófilo,
Que envenena velhinhas,
Que solta gatos em aviários,
Que rouba dinheiro do vigário!
Vamos, me diga algo inconfessável,
De horrorizar o próprio demônio!
Fale-me algo que me permita,
Odiá-lo a ponto de não olhar mais em seu rosto,
Querer jogá-lo pela janela!
Você não pode ser tão perfeito.
A dose exata e inebriante,
De luz e sombra,
Remédio e veneno,
inferno e salvação…
A ponto de fazer a minha vontade a sua vontade!
Vamos, por favor, me diga!
Salve-me de mim e de você,
Salve-me do seu maior pecado,
Que é ser a realidade em carne
Do que sempre sonhei encontrar.

Mauricio Luz


Créditos da imagem: Pixabay

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