Casa Grande e Senzala

Por: Valéria Shirá

Casa Grande e Senzala

Um lugar reconhecido
Uma versão não contada
Encoberto e escondido
Repetição e Esquecimento

Vagueia um espectro pela superfície

Ausências
Impossíveis são as
Terras interiores ….

O suor percorre
meu coração
Sua expansão e penetração flagram quartos escuros,..
Com braceletes, algemas fincados no chão…

Prisões não visitadas
De histórias não contadas
Em sorrateira coerção…

Cárcere devassado
A escrava revelada…
Estreita é a ferida
Contenção reconhecida
Onde foi perdida a Decisão

O início do resgate
Espanto, torpor
Estranheza
Sistema imune em rodopios
Onde está o corpo para além da prisão?
Em tempos esquecidos
Entre entranhas passadas

Uma revelação sagrada
Um ponto no espaço tempo
Penetro nesse ponto
O reencontro
Perplexa…
Em fluxo
Em silenciosa escuridão

A Dança da noite
Explode
Rompe pelos poros
Nos olhos que se abrem
O Grito do silêncio!

Por: Valéria Shirá


Créditos da imagem: Freepik

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