Como seria a primeira postagem?

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Por: Diogo Verri Garcia

Afinal, como seria a primeira postagem de um blog voltado à literatura, às crônicas e à poesia? Com quais palavras escrever e com que argumentos sustentar? Poderia ser dito que a palavra é uma vocação inata ao homem, tanto quanto dar passos e respirar; ou que a razão não caminha de mãos dadas com a poesia, tal como há na simultaneidade de sorrir e chorar.

Nada disso, contudo, é adequado para o primeiro intento: caberá aos autores a exposição de seus verbos e a conquista de cada pedaço da gratidão (ou não) de cada leitor. Nenhum desses passos será construído no inicial escrito: as postagens vindouras farão suas vezes de mostrar o trabalho. Por enquanto, limito-me a apresentar “Literarte: a arte procurando ser reposta”, não pelo olhar consensual e comum de todos os autores que aqui escrevem, mas pela minha singular e egoísta visão. Afinal de contas, quem tem o desafio de escrever primeiro, também sofre o encargo de ser o primeiro a opinar – e a errar.

Literarte surgiu do persuasivo convite de um – hoje amigo – companheiro de mestrado e de cadeira jurídica, Thiago Amério, criativo advogado de uma não longínqua subseção judiciária do Estado do Rio de Janeiro, convincente nas palavras, apaixonado pela Sarah, vibrante com a música e feliz com Karl Popper.

O trabalho foi proposto logo após nosso inusitado comparecimento a sarau poético na Casa de Cultura Laura Alvim, onde ambos declamamos poesias autorais – no meu caso, após quase um decênio de intensa inatividade. Delimitada a necessidade de espera pelo fim dos afazeres mais mundanos, foi demarcada a data de 17 de julho de 2018, para início dos trabalhos.

Coube a Thiago o chamado a Renato T. de Miguel, autor ministerial que também tem por vício o Direito e por rota de fuga a poesia – no caso de Renato, com especial qualidade também para a prosa.

Por fim, nas rodas de amigos da Federal do Estado do Rio de Janeiro, já desiludidos após mais uma eliminação brasileira em Copas do Mundo – no bar Colarinho, em Botafogo –, Alexandre Costeira Frazão, outro advogado, sondou comentários ao pleito e ouviu a proposta, atendendo – de imediato – ao convite. Em razão dele (poeta e flamenguista fervoroso, para desgosto deste vascaíno que vos escreve), incluímos uma seção dedicada às crônicas no futebol.

Tal como diz Fernando Pessoa, “todo começo é involuntário”. E assim nasceu “Literarte: a arte procurando ser reposta”. Espero, sinceramente, que apreciem.

Escrevo semanalmente, quando tenho tempo. Não se preocupem, eles escrevem com maior frequência.

Um abraço,

Rio de Janeiro, 21/07/2018

Diogo Verri Garcia.

Créditos da imagem: Disponível em: < https://pixabay.com >. Acesso em: 21 jul. 2018.

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