A morte

Por: Bianca Latini

A morte

Tão temida…
Tão proibida…
Seu nome desperta calafrios
Sua ocorrência, desespero, sentimento de despenhadeiro
O que se perdeu, o que não volta mais
O desconhecido…
O arrependimento daquele que ficou, pelo que não se fez, não se disse, não se doou, não
acolheu
Parece uma ida para um lugar de não encontro
Como se quem partiu virasse alma penada, isolada, sentenciada
E quem ficou permanecesse no boeiro do inconsolação, vale do vespeiro, finitude, derradeiro

Imutabilidade, saudade, misto de lembrança e remorso
Preenchimento e vazio
Era, foi, não está mais, pra onde foi, onde estará? E eu? Como será? Não hei de
aguentar…difícil demais…sem ar…irei sufocar…

Mas não!
Te asseguro que este lugar aqui foi feito para respirar
Inspirar
Transpirar
Transmutar
Ultrapassar
Resignificar
Desmistificar
Despir
Aprender a confiar
No sentido da vida
Na grandeza da existência, além do corpo
Entender que a energia jamais morre
O sentimento genuíno jamais perece
As lembranças não podem ser cremadas
E a essência vital impassível de sepultamento
Assim, desfaz o tormento
Não é um ponto final
É apenas um sobrestamento
do encontro em matéria
A energia nunca deixa de pulsar
Não há com o que se desesperar
Flua e encontre todos os dias o ser querido, que você achava ter perdido para sempre..

O amor não morre, ele apenas se transforma.

Por Bianca Latini Em 20/06/21


Créditos da imagem: Pixabay

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