O poro ainda pora

Por: Bia Latini

O poro ainda pora

O poro ainda sente
O poro ainda ressente
O poro ainda se defende dos perigos de outrora
O poro ainda pora
O poro ainda demora em tanta escassez
O poro tem medo de todos vocês
O poro chora
O poro está, mas não vive o agora
O poro não segue
Ele vai
Mas sempre fica
Na memória
No gatilho
O poro ainda pora na carência
Na latência da dormência da falta doída
A ferida fechada, mas ainda aberta
Ainda viva
Ainda reprimida pela máscara
Pela cortina
Pelo manto do verniz que acoberta
ator, atriz
Dilacerados
Usurpados de si mesmos
Hóspedes da própria casa
Joguetes nas mãos do acaso
Reféns dos próprios dramas
Que comece a marcha para os labirintos humanos…

Quem vai cavar a própria cova?

Por Bia Latini


Créditos da imagem: Freepik

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