Hoje não, Senhor Medo!

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Por: Mona Vilardo

Começo essa crônica citando Hemingway “ O primeiro esboço de qualquer coisa é sempre porcaria”

Pois é, quando estava escrevendo o texto para o dia de hoje, queria muito dedicá-lo ao Dia das Crianças. Várias ideias na cabeça: “quando deixo de ser criança”, “ a criança que mora em mim”, “ ser criança”, e por aí vai!

Escrevi um primeiro texto falando do que me distanciava da criança que mora em mim. Falei de medo. Eu acho que uma das grandes vantagens que se tem em ser criança é não ter medo de tudo. Quando nos tornamos adultos os medos mudam, mas alguns deles são tão bobos que se uma criança visse falaria: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Foi assim quando fui convidada para uma festa de aniversário que aconteceu dentro de um Paintball, por exemplo. Monte na sua cabeça um cenário de um Paintball com 20 crianças. Montou? Agora me coloca nele com várias crianças gritando “Acerta a tia Monaaaaaa”. Colocou? Quase o tempo todo, a tia Mona aqui estava morrendo de medo, e procurava se esconder em tudo que era feito de concreto que via pela frente – mas muito feliz de estar ali com crianças sem medo.

Antes disso, aos 15 anos, tive medo de um brinquedo da extinta Terra Encantada (quem tem mais de 30 lembra). Os 7 segundos de queda livre do brinquedo Kabum me deixaram um trauma de altura que dura até hoje, inclusive ao atravessar passarelas. (Nesse caso é medo misturado com mico, eu sei!)

Diante desses dois medos qualquer criança diria a frase lá de cima: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Escrito esse primeiro texto – que resumi demais para vocês aqui – fui mostrar ao meu marido, eu estava angustiada com algo que não estava gostando, mas não sabia o que era.

Ele, sem medo, disse: – É, tá bem ruim!

Dias depois vi essa frase do Hemingway e lembrei do meu rascunho péssimo. #valeumarido

Logo, concluí: é bom demais quando a gente enxerga que algo que fizemos não está bom, e não temos vergonha de assumir isso. Nessa hora prevalece em mim a falta de medo que uma criança tem. O medo de errar some.

Seguindo esse pensamento, trago para vocês uma foto minha vestida de coelho, numa festinha da escola. Sem medo de julgamentos e sem vergonha.

A resposta das crianças para o que é a vida foi muito bem escrita por Gonzaguinha: “ É a vida, é bonita e é bonita”. O resto são medos tolos, eu deixarei para outra data. Hoje não!

Coelho Vilardo, quer dizer, Mona Vilardo!

PS: Esse texto é em homenagem à todas as crianças e jovens que fazem o meu dia a dia no Colégio Fórum Cultural serem cheios de aprendizado, curiosidade e…sem medo.

(Mona Vilardo).


Créditos da imagem: arquivo pessoal.

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