À Zero Hora

Por: Diogo Verri Garcia

sparkler-677774 (1)

O tempo é estampido
Quando o relógio vira,
Os fogos queimam e ascendem,
Um novo tempo almeja-se,
Os festejos transcendem.

Percebemos que doze meses atrás
Um pouco de mais era almejado.
Também fizemos promessas.
Talvez menos ou mais festejado.

Mas nada mudará; talvez tudo mudou.
Certamente um reluto, e o entusiasmo vigora como a mola da alma.
O propósito é como o vapor, um foco resoluto.
Engaja e impulsiona,
e vistas as resoluções, acalma.

Com o mesmo entusiasmo de hoje,
Doze meses atrás, era esperado o momento.
Como se um algo novo bastasse, pondo finda a vigência do que houve em outrora.
Por si, nada muda: a intencionalidade é irmã do tempo.
Mas já basta, a vida passa.
O relógio soa: zero hora.

(Diogo Verri Garcia, Rio, 29 de dezembro de 2018)


Créditos da imagem: pixabay

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: