Poema do Erro Redundante

Por: Diogo Verri Garcia

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Inicio meus versos nos erros;
Desacertados.
Vindos de uma surpresa inesperada,
Guardada há anos atrás
Que impediu o planejamento antecipado.
Na vida, entre um fado e um fato,
Em metades iguais.

Visou seu desgosto ao largo,
Sem encará-lo de frente.
Fez como quem favoravelmente assente
E pouco caso faz, até.
Com os olhos, detalhou as palavras nas minúcias detalhistas.
Mantendo patente, no rosto, aparente e à vista
O rubor de quem se desolou na tristeza;
De quem perdeu a confidência na fé.

Que não fizesse daquilo de novo,
Para repetir, no amor, o tolo lançamento;
Um novel feito em debute,
Querendo ter o protagonismo, em querer ser o principal.
Mantiveram o mesmo,
Conviveram juntos.
Da fartura da sorte, até o mal
Parco e escasso do que era bom,
Mas que se firmava completo e integral.

Sobre ser feliz…
A última razão que quis foi derradeira,
De que, no amor que dá causa, não houve fatos reais.
Passado o tempo, as cinzas, as faltas,
Buscava a agastada braveza que lhe garantisse algo mais,
Além do somente mais.

Não queria ser apenas redundante,
Tal como os desacertos
Que não se acertam aqui, neste poema.
Pensou que a vida passa ao tempo, rápida, feito instante.
Sem momento para bobagens;
No amor, meias certezas ou verdades.
Feito o erro de quem imponha,
Ao poema,
Um trema.

(Diogo Verri Garcia, Rio de Janeiro, 04/02/2019)


Crédito da imagem: pixabay

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