Por: Raquel Alves Tobias

Hoje não quero rima.
Tenho olhos pesados demais para enxergar.
A soma de ontem com anteontem cria novas rugas no rosto. Cílios improvisados seguem colados no espelho do banheiro.
Piscares lentos anseiam pelo colapso ininterrupto nas próximas oito horas.
Tolice! O relógio sempre desperta
as duas horas, dando voltas e voltas em décimos repetitivos.
Quer ser visto, marcar ponto.
De hora em hora procura o nada.
E nada encontra.
A dormência no quinto dedo repete a pontuação.
Diz não.
Então as lentes repousam sobre o criado:
Amanhã há mais espaço como os demais.

Raquel Alves Tobias


Créditos da imagem: Pixabay

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