Tear locomotivo

Por: Bia Latini

Tear locomotivo

A vida é sobre isso:
Aquilo que você faz durante o movimento
Sempre achei que deveria esperar o trem parar, para eu descer e começar a aproveitar o que tinha nos cenários, no imaginário, no itinerário
Mas não é bem assim…
As paisagens passam, a beleza chega, o bebê chora, a comida esquenta, esfria, esquenta e esfria de novo….
Tudo com o trem em locomoção
Com a roda em rotação
Não há como apertar um botão e fazer tudo parar no tempo que a gente definiu
Até porque o tempo não pertence a gente
Ele sequer existe!
Há quem diga que é nossa invenção
O que há é linha contínua, infinita, ininterrupta
Só pára se a gente se limita e constrói barreira
Na mente, ela pode ser derradeira
Besteira!
Esquece esse monte de muralha e um tanto de bandalha
Ri, chora, vive, comemora…
Enquanto o trem caminha
É tudo ao mesmo tempo
Tudo junto e misturado
A tristeza e a alegria, siamesas, dão bom dia
A saudade e a expectativa saúdam, concomitante, a locomotiva
O “bom” é “ruim”
E o “ruim” é “bom”
Na mesma proporção: dois irmãos. Andam de mãos dadas
Você escolhe suas lentes diariamente
E sempre tem a chance de trocá-las
Uma coisa não exclui a outra
A morte não elimina a vida e a vida não impossibilita a morte
Derradeiros, começos, cambalhotas, passagens, viagens, túneis, catapultagens
É como um jogo de videogame multidimensional
Só que aqui os personagens sãos verídicos, imortais e sem programação de chip
Aqui é a vida real!

Por Bia Latini


Créditos da imagem: Freepik

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