Categoria Diogo Verri Garcia

O TEMPO E A PRESSA

Por: Diogo Verri Garcia O TEMPO E A PRESSA O tempo e a pressa,Eu soube: vocês se falaram,Mas não maldisseram o quão tudo foi forte,Tão só sorriram, soluçaram e calaram. O tempo e a pressa,Eu soube que se arrependeramDo gosto amargo da sorte,Da junção de esforços que me prometeram. Deixaram um olhar tão discreto,Lembrando as […]

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PALAVRAS DE UMA ALMA INACABADA

Por: Diogo Verri Garcia A TORRE DE LIVROS Crescer é romper,É amar, é colher.É se lamentar mesmo quandoo lamento não for grande.É saber reviver, depois de chorar lágrimas de sangue. É notar que a vida passa frente à face,Ágil, como se um único dia fosse toda a vida.Curto demais, feito o bem e o mal […]

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A TORRE DE LIVROS

Por: Diogo Verri Garcia A TORRE DE LIVROS Quando se guardam livros a mais,Sem saber que, dentro deles, mais e quais palavras há,Tornam-se questões pendentes.Que cada vez que mais livros chegam,tomam ainda menos ar,São comichões, que há nas palavras a querer falar,Mas que se calam,Em folhas já resilientes. Elas soçobram e embrutecem,Comportadas como meras tintas,tratadas […]

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OS PASSOS SEM PASSAGEM

Por: Diogo Verri Garcia OS PASSOS SEM PASSAGEM Quando os passos deixarem de fazer passagem,Quando a trama for só miragem,No que já houve opção.Quando a vela atrás da porta não estiver acesa,Quando a reza não for para afastar tristeza,Mas for por gratidão. Então acharás quem já não encontra,Depois que tanto perdeste a conta,De cada alguém […]

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A TARDE DA PRAÇA

Por: Diogo Verri Garcia A TARDE A PRAÇA Era a tarde na praça.Em que correu alegre, caindo.Feito lembrança que passa a galope afagando o brinquedo.E se alistava a um período seleto,sem medo,em que havia graça em correr perseguindo.Mas aos poucos, notará: quem nos segue é o tempo,De gosto ainda duvidoso, do desconhecido tempero,Sem esmero. E […]

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O JORNAL DAS COISAS AMENAS

Por: Diogo Verri Garcia O JORNAL DAS COISAS AMENAS Um jornal oficial que publicavaNão mais as leis,Tão só notícias: e era devotado às amenas.Se houvesse proposto uma estrofe e a ele quisesse apor,Publicado seria,Tal como a letra de um compositorPoderia.Só há restrição para coisas pequenas. Que assim compreendem, nem pelo quantumnem pela forma do verso,Não […]

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BALAIO TORTO DAS RUAS

Por: Diogo Verri Garcia BALAIO TORTO DAS RUAS DedicoAos que emburrecem, ao viver o amor que eu não vivi.Ao refrasearem a canção que não obrei;Os refrões que, sem percussão, cantavam.Ao criticarem os beijos sinceros que, beijados dela, dediquei,Mas que eram pouco mais, para caminhar nos passosQue, falseantes ou falseados,mesmo importantes, não prossegui.Pois, ainda das razões,pouco […]

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VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80)

Por: Diogo Verri Garcia VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80) Levo a vida como possoE dos meus dias faço verso.A cada hora escrevo prosapara os amores que eu prezo. Mas aqui é o adverso,Vejo lá a Guanabara.Misturo o verso e o processoE a luz do sol invade a sala. E aqui desta janela,Vejo a avenida […]

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A CABECEIRA DOIS

Por: Diogo Verri Garcia A CABECEIRA DOIS Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois.Não na vinte, eis que não permite o vento;nem em outra mais, pois não existe a três.Antes, passaram tempos,Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua voltaprostrada às costas a […]

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A HORA DO SÓ

Por: Diogo Verri Garcia A HORA DO SÓ Quando apressa-se em achegar a madrugadaEm que me finjo aos outros desfraterno,Pois não há mal que faça um ruído, um nada.Permaneço só, privado da distração malfamada,Pois é nesta hora apenasque tenho no silêncio um subalterno. Diferente de quando toca a alvoradaE tudo mais insiste em dizer: – […]

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