Categoria Diogo Verri Garcia
DECÚBITO, 1 DE 2
Postado no 15 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DECÚBITO, 1 DE 2 Sem se deixar ponderar,Ela pensou o que quis.Pois consolidou-se matrizDa angústia, que era tão mais.E assim não falou, não amou, nem sofreu,Nem sequer compreendeuQue havia algo justo e completo,Um convite a dar certoe que não era fugaz. Mas, talvez, nada tinha a querer.Não hesitou em clamarQue algo […]
O PERTINAZ CAMINHO
Postado no 3 de fevereiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O PERTINAZ CAMINHO O caminho que não tem passos,Onde é formidável o caminho.Dos pés gelados, caudalosos, se fosse tentado o caminhar.É caminho em que tem vento e que tem pássarosQue levantam voo ao nos aproximarmos a passar. O caminho que tem folhas e não tem terra,Que balança quem passa, mas se […]
QUANDO O VENTO SE TORNA EM ARAGEM
Postado no 22 de janeiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia QUANDO O VENTO SE TORNA EM ARAGEM No marco zero, tudo é calmo e quietoQue de tão silencioso é deveras isento.É quando começa a aragem.Que movimenta o silêncioDe rumor rigoroso, experto.De acanhamento que chega a ser lento,Mas que já muda algo em paisagem. Ouve-se um zumbido que apita ao ouvidoPois não […]
CONTO ÀS TRÊS VIDAS
Postado no 10 de janeiro de 2026 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia CONTO ÀS TRÊS VIDAS O relógio não anda para trás:O tempo passou.Já aqui, o conto de três vidas jaz.Que tivemos, feito o som tão leve,Mas que escorreu na misteriosa imprevidência,Tal como o silêncio das coisas, a ausênciaQue há no ponto final de uma bossa.Três vidas: a minha, a tua e a […]
O TEMPO E A PRESSA
Postado no 29 de dezembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O TEMPO E A PRESSA O tempo e a pressa,Eu soube: vocês se falaram,Mas não maldisseram o quão tudo foi forte,Tão só sorriram, soluçaram e calaram. O tempo e a pressa,Eu soube que se arrependeramDo gosto amargo da sorte,Da junção de esforços que me prometeram. Deixaram um olhar tão discreto,Lembrando as […]
PALAVRAS DE UMA ALMA INACABADA
Postado no 17 de dezembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A TORRE DE LIVROS Crescer é romper,É amar, é colher.É se lamentar mesmo quandoo lamento não for grande.É saber reviver, depois de chorar lágrimas de sangue. É notar que a vida passa frente à face,Ágil, como se um único dia fosse toda a vida.Curto demais, feito o bem e o mal […]
A TORRE DE LIVROS
Postado no 5 de dezembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A TORRE DE LIVROS Quando se guardam livros a mais,Sem saber que, dentro deles, mais e quais palavras há,Tornam-se questões pendentes.Que cada vez que mais livros chegam,tomam ainda menos ar,São comichões, que há nas palavras a querer falar,Mas que se calam,Em folhas já resilientes. Elas soçobram e embrutecem,Comportadas como meras tintas,tratadas […]
OS PASSOS SEM PASSAGEM
Postado no 24 de novembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS PASSOS SEM PASSAGEM Quando os passos deixarem de fazer passagem,Quando a trama for só miragem,No que já houve opção.Quando a vela atrás da porta não estiver acesa,Quando a reza não for para afastar tristeza,Mas for por gratidão. Então acharás quem já não encontra,Depois que tanto perdeste a conta,De cada alguém […]
A TARDE DA PRAÇA
Postado no 16 de novembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A TARDE A PRAÇA Era a tarde na praça.Em que correu alegre, caindo.Feito lembrança que passa a galope afagando o brinquedo.E se alistava a um período seleto,sem medo,em que havia graça em correr perseguindo.Mas aos poucos, notará: quem nos segue é o tempo,De gosto ainda duvidoso, do desconhecido tempero,Sem esmero. E […]
O JORNAL DAS COISAS AMENAS
Postado no 28 de outubro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O JORNAL DAS COISAS AMENAS Um jornal oficial que publicavaNão mais as leis,Tão só notícias: e era devotado às amenas.Se houvesse proposto uma estrofe e a ele quisesse apor,Publicado seria,Tal como a letra de um compositorPoderia.Só há restrição para coisas pequenas. Que assim compreendem, nem pelo quantumnem pela forma do verso,Não […]