Categoria Diogo Verri Garcia
VERMUTE E JAZZ
Postado no 8 de agosto de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia VERMUTE E JAZZ Quando vi que chegava tarde,Na verdade, era bem cedo.Quando soube que a vozera sinceridade,Corri ao encontro; não houve desterro.Sem perceber que o dia de penumbrana verdade, era sol.Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocavaEra menor bemol.Quando vi que o tudo o que se passava,Passava e pouco […]
POEMA ÀS PRESSAS
Postado no 21 de julho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA ÀS PRESSAS Somente preciso fazer um poema,Pois me fiz esquecido da data certaOu mesmo tão ocupado, sem mal ter dormidoSem tampouco poder ter parado,em um esforço aguerrido,que passou por mim, passado e batido,o momento que o verso esperavade porta aberta. O verso esperou e cansou,eu nem percebiEm meio a papeis […]
O CARIOCA HIPOTÉRMICO
Postado no 8 de julho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O CARIOCA HIPOTÉRMICO Protegei-me, alguém,do tão frio incautoQue flagela e traz maus-tratosÀ medida que esfria.Eis que logo aos quinze graus,Carioca já sofre hipotermia. Não vejo razão nos que achamesse agorento frio, no Rio, tão fofo.Não há lareira em minha sala,Devo descer roupas quentes da mala,No mercado, armários de vinho esvaziam,Pois, aqui, […]
CAFÉ EM O’HIGGINS
Postado no 27 de junho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia CAFÉ EM O’HIGGINS A história de uma história vaziaTal como a noite que termina entrepassando clara,Com a escuridão entrecortadaTão logo vem a sombra da luz, clareando a via. Iluminando arvoredos,Retirando da sombra os ramos e os gravetosFazendo o monte em frente mais claro,A rua, mais cheia;A temperatura, por instantes, mais fria. […]
OS MIRADORES
Postado no 10 de junho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS MIRADORES Havia um monte em que todos iam.E a um prédio mais alto, feito um mirador,Para ver a altura em que a chuva molhava,Pouco lhes importandose quanto mais alto a friagem chegava,Pois o pisco causava calor. Nela, meus olhos encontravam o frio.Entregando um clima nem um pouco mais tenro,de um […]
O QUE SE VÊ SÓ NOS OLHOS
Postado no 30 de maio de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O QUE SE VÊ SÓ NOS OLHOS Sobre os olhos que não falamE imaginam tudo da falsa verdade.Não serenam, mas se calam,Repercutem agudos, mudos,esclarecidos, sem sinceridade.Despejam sobre outros olhos, sem calma, todo rancor,Tudo de súbita vez.Transcendem a olhares agressivos,Aqui já apreendidos, tal como já perceberam vocês. Se os olhares não fossem […]
OS MALABARES
Postado no 17 de maio de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS MALABARES O que está a ser reservado, será.Não há flores, não há guerras, nada que possa abrandar.O que tende a ser certo,malfadado não se faz e não se fez.Acontece em que pese a força,Mas se reforça na prece.Jaz a paz, mas chega a vez. Só não sei se o acaso […]
DESINSPIRADO
Postado no 1 de maio de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DESINSPIRADO Sigo sem inspiraçãoA ponto que a palavra não garanteNem bom som, nem confortável situação,Para que se siga adiante. Nesse intendo de fazer poesia,Vejo que não é todo dia que frases e versos vêm.Têm humor próprio, daqueles que fazem pinima,Versos querem seu tempo, sua boa rima.Não obedecem a ninguém. Pensei em […]
PLAYAS DEL SOL
Postado no 16 de abril de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia PLAYAS DEL SOL Águas sem fim,Sotaques ouvidos,Primavera que poderia ser quente.Se, em outrora, fostes menos aguerrido,Este solo, serias parte de imenso Brasil.Nesta terra bela, de vento rastejante e exibido,As leves tardes – têm esquinas de quatro mares –, aqui, são diferentes. Taças constantes sendo postas à mesa,Que se enchem e se […]
OS AZEVINHOS
Postado no 26 de março de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS AZEVINHOS Há vezes que a solidão é o melhor adivinho,Sem importar o que nos importa no mundo.Deixar esvair a mente, que vá.É fricção do perigo que corre o gostoDe não esvaecer a tensão de deixar-nosNo tumulto que nos entorna a rodar.A pausa não é sem graça, nem morna,É azevinhodas folhas […]