Categoria Diogo Verri Garcia
A TORRE DE LIVROS
Postado no 5 de dezembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A TORRE DE LIVROS Quando se guardam livros a mais,Sem saber que, dentro deles, mais e quais palavras há,Tornam-se questões pendentes.Que cada vez que mais livros chegam,tomam ainda menos ar,São comichões, que há nas palavras a querer falar,Mas que se calam,Em folhas já resilientes. Elas soçobram e embrutecem,Comportadas como meras tintas,tratadas […]
OS PASSOS SEM PASSAGEM
Postado no 24 de novembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OS PASSOS SEM PASSAGEM Quando os passos deixarem de fazer passagem,Quando a trama for só miragem,No que já houve opção.Quando a vela atrás da porta não estiver acesa,Quando a reza não for para afastar tristeza,Mas for por gratidão. Então acharás quem já não encontra,Depois que tanto perdeste a conta,De cada alguém […]
A TARDE DA PRAÇA
Postado no 16 de novembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A TARDE A PRAÇA Era a tarde na praça.Em que correu alegre, caindo.Feito lembrança que passa a galope afagando o brinquedo.E se alistava a um período seleto,sem medo,em que havia graça em correr perseguindo.Mas aos poucos, notará: quem nos segue é o tempo,De gosto ainda duvidoso, do desconhecido tempero,Sem esmero. E […]
O JORNAL DAS COISAS AMENAS
Postado no 28 de outubro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O JORNAL DAS COISAS AMENAS Um jornal oficial que publicavaNão mais as leis,Tão só notícias: e era devotado às amenas.Se houvesse proposto uma estrofe e a ele quisesse apor,Publicado seria,Tal como a letra de um compositorPoderia.Só há restrição para coisas pequenas. Que assim compreendem, nem pelo quantumnem pela forma do verso,Não […]
BALAIO TORTO DAS RUAS
Postado no 15 de outubro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia BALAIO TORTO DAS RUAS DedicoAos que emburrecem, ao viver o amor que eu não vivi.Ao refrasearem a canção que não obrei;Os refrões que, sem percussão, cantavam.Ao criticarem os beijos sinceros que, beijados dela, dediquei,Mas que eram pouco mais, para caminhar nos passosQue, falseantes ou falseados,mesmo importantes, não prossegui.Pois, ainda das razões,pouco […]
VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80)
Postado no 24 de setembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia VERSO EM PROCESSO (RUA ACRE, 80) Levo a vida como possoE dos meus dias faço verso.A cada hora escrevo prosapara os amores que eu prezo. Mas aqui é o adverso,Vejo lá a Guanabara.Misturo o verso e o processoE a luz do sol invade a sala. E aqui desta janela,Vejo a avenida […]
A CABECEIRA DOIS
Postado no 9 de setembro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A CABECEIRA DOIS Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois.Não na vinte, eis que não permite o vento;nem em outra mais, pois não existe a três.Antes, passaram tempos,Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua voltaprostrada às costas a […]
A HORA DO SÓ
Postado no 25 de agosto de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A HORA DO SÓ Quando apressa-se em achegar a madrugadaEm que me finjo aos outros desfraterno,Pois não há mal que faça um ruído, um nada.Permaneço só, privado da distração malfamada,Pois é nesta hora apenasque tenho no silêncio um subalterno. Diferente de quando toca a alvoradaE tudo mais insiste em dizer: – […]
VERMUTE E JAZZ
Postado no 8 de agosto de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia VERMUTE E JAZZ Quando vi que chegava tarde,Na verdade, era bem cedo.Quando soube que a vozera sinceridade,Corri ao encontro; não houve desterro.Sem perceber que o dia de penumbrana verdade, era sol.Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocavaEra menor bemol.Quando vi que o tudo o que se passava,Passava e pouco […]
POEMA ÀS PRESSAS
Postado no 21 de julho de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA ÀS PRESSAS Somente preciso fazer um poema,Pois me fiz esquecido da data certaOu mesmo tão ocupado, sem mal ter dormidoSem tampouco poder ter parado,em um esforço aguerrido,que passou por mim, passado e batido,o momento que o verso esperavade porta aberta. O verso esperou e cansou,eu nem percebiEm meio a papeis […]