Prosa Areada

Por: Diogo Verri Garcia

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(Prosa areada)

Poesias trazem lembranças
São rememoranças nossas ou de um qualquer outro.
Que fazem do verso um guilhote;
Tornam o verso um sopro
De quem narra o amor que já passou e, antes do verso, era tanto esquecido.
O poeta a isso não viu,
Mas escreve tal como tivesse vivido.
E desperta, na alma de quem sabe,
A saudade que não sente.
Em linhas tantas que,
Nas mentes menos santas,
Fariam do verso caso pouco.
Ou o pretender jurar que o poeta
Amou feito louco.

A poesia é o sal que vem da gente.
É o agente que permite transbordar
Quando a mesmice nos encarde.
Na surpresa de um querer conversar,
E até versar Drummond de Andrade
Quando a prosa era não sobre verso,
Mas, em linhas duras, um falar sem canduras,
A tratar de Direito.
Como se tocar no peito
Fosse tão mais que um jeito, uma necessidade
De corroborar boas lembranças.
Ou aventurança
Que, por bem, não salvaguarde.

O verso é primeira manhã que eterniza
Ou a chuva que nos ameniza
E torna a ação cobarde.
É o sol que nasce à tarde
E se põe pela noite do dia seguinte.
É o poder em ter requinte
De mudar só em alma a realidade.
O desfrutar da crueldade
De reviver o amor que,
Nem tão melhor,
Tanto agrade,
Eis que imprensa, arrebate.
E sem se redimir,
Destina a nós um tanto de querer coibir
Dentre o negar
Sentir saudade.

(Diogo Verri Garcia, Rio de Janeiro, 17/06/2020)


Créditos da imagem: pixabay

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