Categoria Diogo Verri Garcia
ENQUANTO HOUVER MAR
Postado no 12 de março de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia ENQUANTO HOUVER MAR Deve seguir a navegar,Enquanto houver mar.Falou-me, ao vento, o pescador antes de ir.Zarpou no pesqueiro, recolhendo cordasPara se soltar.Foi tudo o que contou, antes de no mar quase se afogar.Ou porque perdeu coragem,Ou porque pecou por sorrir. Soube por outrem que as ondas eram maiores que o barcoMas […]
POEMAS ÀS MULTIDÕES
Postado no 25 de fevereiro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA ÀS MULTIDÕES Atenção com as ruas ocupadas demais.Elas trazem em demasia gente, para ti sem importância,Uma sensação sem elegância que pouco te apraz.Tantos que passam por ti,Que te cruzam o caminho sem você se importar.Não percebes quantos no rosto trazem algo a sorrir,Ou mesmo quando têm a chorar. Cuidado com […]
SOBRE POETAS E BALASTROS
Postado no 5 de fevereiro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia SOBRE POETAS E BALASTROS A hora passa.Pouco fiz nesse último quarto de hora,Na última meia hora,No último dia.Que rapidamente se assenta.Mas antes de parar, ele dispara.É veloz, feito projétil que varaE desorienta. As poucas palavras que, hoje,nem no papel contive,São fruto das questões,das ponderações sobre o que se viveQuanto ao que […]
A FORMA DE A VIDA PASSAR
Postado no 24 de janeiro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A FORMA DE A VIDA PASSAR Sinto-me inexatoSobre como corre a vida.É assim que estouvendo o rosto que busca, já em cansaço.É tal como percebi a cada passada, um descompasso.Ainda que me veja, na vida, acolhido,Talvez não mais sinto, pois que faça-me o feridoNa proposição de não querer serdisplicente ou sem […]
O NECESSÁRIO VOLTAR
Postado no 8 de janeiro de 2025 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O NECESSÁRIO VOLTAR Necessário voltarpara aquele lugarem que a alma nos alegra.Onde é fácil dormir e acordar.Lá, que tão bem se quer estar.Ter uma alma de poeta. Necessário voltarpara aquele lugarOnde a saudade não nos mata.E, certos de que a paz é leve,É tão normal de lá sentimos falta. Necessário voltarpara […]
ALMA MATER (O QUE NÃO ESCLARECE)
Postado no 4 de dezembro de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia ALMA MATER (O QUE NÃO ESCLARECE) Alma encantada pela almaQue de rubor lhe aparece.Sem tal alma, não haveria nada.Nem sombra na luz, nem alvorecer que espairece.Carrega a minh’alma pesada,desafinada, em um desarranjo a cumprir.Uma alma engarrafada,Já tão desafiada por ti.Mas o que faz uma alma prezada,Que não se desarma, em um […]
POEMA DE UMA SÓ PASSAGEM
Postado no 22 de novembro de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA DE UMA SÓ PASSAGEM Tento fazer um poema de uma só passagemNa tentativa de fazer com que qualquer versoque me venha à bocae que da alma saiaexprima-se em suas letras,Expresse sempre a melhor tiragem, Traga a todos a melhor imagem.Um poema que tenha sonoridadeDaquelas que jamais se fez tão benquista.Que […]
A MAIS TENAZ CALMA
Postado no 29 de outubro de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A MAIS TENAZ CALMA Quando não sei ao certoO que é certo,O que vai dar certoE o que restará paradose algo der errado.É o momento que mais inquietaQuando causa silêncioo excesso de coisas que repetem e acontecemquando só resta precepara devolver o real silêncio. Quando totalmente fico mudo,Mas ela não se […]
19 HORAS
Postado no 14 de outubro de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia 19 HORAS Funcionava enquanto a gosto.Desandou quando tendeu a ser proposital.Vingou-se da boca como do rancor amargo de um prepostoQue consentiu o que não foi consensual.De quem tantas vezes falou coisa pouca,Palavreado fácil, frases soltas,Sem afago, nem apelo;Sem tempero. Quando terminou, sussurrou-me falas boas,Embora talvez pensasse, em verdadeiro desejo,Dedica-me o pior […]
OUTRO BRILHO, MESMOS OLHOS
Postado no 25 de setembro de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia OUTRO BRILHO, MESMOS OLHOS São os mesmos olhos daquele dia,Porém já distantes e friosOs olhos dela não mais se abrilhantam:Passam demonstrando nada mais que vazio. E percebo que tais olhos não têm sua luz própriaSó refletem o que penso dela em meus pensamentosQue por inexatos que sejam, mesmo que racionalmente os […]