Petição inicial – Autor convidado – Rafaelclodomiro do Poerídica

Como a arte em conjunto é muito mais forte, continuo neste espaço, o terreiro do artista.

Desta vez é do companheiro Rafael Clodomiro. Seja bem-vindo e que a arte sempre seja reposta!

(Thiago Amério)

 

Petição inicial

Eu, solteiro, largado,

quero expor os FATOS e contar detalhes chatos da história que nós vivemos.

Em seguida preciso abordar sobre o DIREITO a se aplicar diante dos erros que cometemos.

E no final, num primeiro plano, vou PEDIR a restituição do dano das mágoas que não esquecemos.

 

Dream Big

Por: Mona Vilardo

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Chicago, cinco e dezessete da manhã. Se tem uma coisa que eu não me acostumei aqui foi com a diferença do fuso horário em relação ao Brasil – mesmo sendo o 16° dia dos meus 17 dias aqui. Nossa, não me acostumaria nunca no Japão. Mas, isso é assunto para outra história.

A primeira vez que vim aos EUA, eu tinha 15 anos. Não…não foi presente de aniversário de debutante, como você deve ter pensado logo. Nos meus 15 anos eu quis a tradicional festa, com troca de vestido ao badalar da meia noite e valsa com pai, irmão e o melhor amigo da época.

Mas, como que um “duplo presente”, dois meses depois da festa vim aos Estados Unidos cantar em Kansas e, de quebra, passar um dia em um parque da Disney no retorno ao Brasil. Nada mal para um Coral de umas vinte crianças e jovens viajando sem os pais e fazendo o que mais gostava: cantar e brincar. Que grande sonho ganhar dois momentos significativos quando se completa o tão esperado 15 anos.

Exatos vinte anos se passaram, e eu me dei de presente uma viagem para NY com o objetivo de assistir 6 espetáculos da Broadway em 7 dias. Mais um grande sonho da época de estudante de teatro, onde ir  na Broadway era algo inalcançável pra mim.

Chicago, dia dois de agosto, cinco e quarenta e cinco da manhã. Três anos se passaram da minha ultima vinda aqui. Hoje é o penúltimo dia de um sonho que começou a ser elaborado há um ano atrás, junto com uma amiga da época do coral (coral esse, que meu deu a oportunidade de conhecer a Áustria) – mas isso também é assunto pra outra história.

Em Chicago, venho com o mesmo propósito da primeira vez que estive nos EUA:  fazer música. Sendo que agora, não sou mais a adolescente de 15 anos. Agora, os meus alunos que têm 15 anos…

Primeiro dia de aula na Biblioteca de Oak Park, somando a turma da manhã com a da tarde, um total de 50 alunos, com idades que variam de 7 à 15 anos.

Criança e jovens com suas histórias de vida totalmente desconhecidas entre eles, e claro, para mim. A maioria das crianças olham pra mim com a cara de “ Quem é essa brasileira branca, que veio lá do outro canto do mundo pra achar que vai me ensinar algo?”

Num canto da sala, uma menina bem retraído tira da mochila uma fronha, que ela mesma pintou, onde está escrito “DREAM BIG”, ela me mostra e eu peço pra tirar uma foto.

Essa mesma menina se divide em momentos de muita participação nas aulas e em momentos de extrema carência afetiva, onde ela me agarra o braço e pergunta: – Onde você vai sentar? (ela rapidamente senta ao meu lado)

Sua voz? É linda, cristalina, muito afinada e se empenha para cantar músicas africanas e brasileiras.

As aulas terminam, nove dias se passam e meu primeiro passeio turístico é conhecer o famoso prédio John Hancock, com sua vista 360 ° da cidade e algumas janelas que vão virando pra baixo, com o turista segurando em duas barras de ferro – praticamente um exame de labirinto, ao meu ver.

Admirar a vista – check

Ser uma daquelas pessoas agarradas naquele ferro, se imaginando cair – pra quem tem fobia de altura tem coisas que nem o Mastercard paga. (no check)

Resolvo dar uma volta na lojinha, e, entre canetas, copos e camisas da cidade do vento, me chama atenção uma pulseira escrita: DREAM BIG.

Logo me recordo da garotinha do primeiro dia de aula, de todo ensinamento que também levo daqui e do meu maior propósito nessa viagem: fazer com que, através da música, esses alunos sonhem grande. A história clichê mas verdadeira de que a música transforma e une todas as pessoas numa só linguagem.

Semana passada, foi aniversário do compositor Flávio Venturini que canta uma canção que diz “…sonhos não envelhecem”…

Talvez um dia, eu volte aqui e encontre aquela mesma garotinha com seu grande sonho e cante essa música pra ela. Cante essa música pra todos, que já não serão tão jovens assim, mas seus sonhos sim.

Amanhã volto para o Brasil. Comigo, levo no braço, praticamente uma aliança escrita “DREAM BIG “. Na alma e no coração, levo a certeza de que fiz diferença na vida desses 50 alunos e deixei, em cada criança e adolescente, mais um grande sonho. Seja ele qual for.

 

Sobre Poetas e Balastros

Por: Diogo Verri Garcia

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A hora passa.
Pouco fiz nesse último quarto de hora,
Na última meia hora,
No último dia.
Que rapidamente se assenta.
Mas antes de parar, ele dispara.
É veloz, feito projétil que vara
E desorienta.

As poucas palavras que, hoje,
nem no papel contive,
São fruto das questões,
das ponderações sobre o que se vive
Quanto ao que Deus tencionou guardar.
O que será que houve? O que será que há?

Percebido sobre esse questionado dia
que, entre produções no papel,
até teve algum proveito,
Percebo que as mãos não mais amansam,
mas dá-se um jeito.
Noto que o poeta não sabe do que é merecedor,
Se a vida é ardor,
Se a vida é triste.
Mas, tanto faz, resiliente quem escreve se faz,
De tanto dissabor que registra e, registrando, assiste.

Sobre as palavras mal feitas,
Os papéis que não foram amassados,
posto que os apago em tela.
Hoje, formam parágrafos que nenhuma bancada sequer os aceita,
Tomam conclusão que o eclesiástico rejeita,
Criam questões sobre os desígnios de Deus,
Que até ateus poderão falar:
O que há com a fé, o que há?

Mas creio que a poesia trata até do que não se sente,
A ponto que, quando se sofre a dor, tornou-se já resiliente.
A certo passo de não saber ao certo,
O que há com o credo de desimportar.
O que há, poeta? O que há?

(Diogo Verri Garcia, Rio de Janeiro, 30/07/2019)


Crédito da imagem: pixabay

O que vai além das Colheitas

Por: Diogo Verri Garcia

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Saiba dar a mesma desimportância
Que outros e tantas circunstâncias
Na vida vão lhe dar.
Não dedique estoque para palavras alheias
Pois nem no plantar, nem nas colheitas,
Os calos que são teus, poderão suplantar.

Não percas a tua elegância,
Nem te ponhas em inconstância
Com as certezas que na alma tens,
se não são teus os pensamentos.
Saiba que flores não morrem de espinhos
Mas despetalarão sozinhas
Eis que ninguém lhes segura ao vento.

Afinal, tem gente que pilota a vida
Como parca aventura, mostra-se desinibida,
Que nunca nota gente amiga, que lhes tenta alertar.
É um fluxo tão assim desgovernado,
Que por pouco não termina errado,
Entre alguns prantos e um penar.

Por isso não se iluda
com as multidões das avenidas,
Que lhe sopram ideias, dizem-se sabidas.
Siga a vida como quem já quer onde chegar.

Se tuas metas deixarem-te desacompanhado,
Não se acanhe, adite o planejado.
Pois todos tem defeitos – só para avisar.
Nem tudo são acertos – só para aceitar.
Há sempre um outro jeito – só para quem tentar.

(Diogo Verri Garcia, 25/04/2019)


créditos da imagem: pixabay

Entre as nuvens

Por: Mona Vilardo

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Ano de 1984, ele havia acabado de chegar lá: Na Tonga da Mironga do Kabuletê. Por isso, prefiro dizer lá, pois não sei muito bem onde fica esse lugar.

Durante seis anos ele ficou sozinho na Tonga, de um lado pro outro procurando um tom para encaixar suas letras.

E o melhor Tom chega em 1990, começando então um diálogo musical digno de um intervalo de quarta aumentada…falando bem a língua deles.

– E por falar em saudade, onde anda você?

– Tô aqui há 6 anos, e concluí que definitivamente tristeza não tem fim, felicidade sim. E lá embaixo, Tom? Continua o homem que diz dou, não dá?

– Poetinha, isso tá bem difícil de mudar. Desde a nossa bossa o Brasil continua indo atrás do slogan “pais do futuro”….mas esse futuro é pau, é pedra, é o fim do caminho.

Muitos anos passaram e muitas águas rolaram. Foi então, que  dia 06/07/2019 o pai da bossa nova chegou levando um banquinho e um violão.

– João!!!! (exclamaram entusiasmados os outros dois) Você  por aqui?

– Pois é, minha alma canta e cantou dando adeus ao Rio de Janeiro, que continua lindo, mas sem muitos peixinhos a nadar no mar e da janela quase não se vê o Corcovado, o Redentor.

– Tá virando uma casa muito engraçada. Sem teto, sem nada. (fala em tom menor o poeta Vinícius)

Jobim logo reclama: – Calminha aí! Deixa o Toquinho lá na princesinha do mar. Já tá querendo que o cara pegue o seu caderno e se junto a nós aqui?

– Verdade, meu parceiro (reforça João).  Enquanto tiver magia, inspiração e aquarelas de sol amarelo é mais fácil acreditar que os anos dourados voltem, nem que seja por um instante antes de descolorir.

Todos concordaram! Certos de que um trio de peso como eles, lá na Tonga da Mironga do Kabuletê , já era suficiente para muitas novas composições.

Deixa o Toquinho quieto, entre as nuvens num lindo avião!

Café em O’Higgins

Por: Diogo Verri Garcia

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A história de uma história vazia
Tal como a noite que termina entrepassando clara,
Com a escuridão entrecortada
Tão logo vem a sombra da luz, clareando a via.

Iluminando arvoredos,
Retirando da sombra os ramos e os gravetos
Fazendo o monte em frente mais claro,
A rua, mais cheia;
A temperatura, por instantes, mais fria.

Passa tudo,
Tal como o vento que corre menos que a brisa,
Enquanto este alguém realiza
a ver a mudança das horas.
Um olhar de quem está sentado
olhando fluxos de carros, mirando as moradias.
Passam estudantes, passam senhoras
Passa o café quente, o apressado atendente,
passa o que passou em outrora,
Passam jovens de Angola; passam moças de Hungria.

Uma gradual mudança, sem nada para estar atento,
Sem tormentos,
Nem calmos, nem briguentos.
Nenhum acontecimento,
Nada a carecer vigília.

Aqui há a história de uma história tão rasa,
Mas que se fosse sem graça,
Apenas triste, aviltante,
como parece,
Não vos contaria tão frisada.
Vejo palavras em gente calada,
Faces há pouco acordadas,
Talvez, com mais sono do que se gostariam:
a zero grau, tal qual o termômetro marca.

Passagens que me lembram de outras horas,
Deixadas nos entornos de casa,
Lugar dos pensamentos aprazados.
Tomando cada segundo como toda uma semana,
Tramando contra um falso tempo, largo e demorado,
Sem cronograma.

Não é um conto brilhante,
que narra o pedante tempo
insistente em passar.
É um poema,
de quem toma instante só a ver
A manhã a nascer
Quase como em um momento parado.

Mas, ainda assim,
Nos aguarda o tempo ao lado.
De pé, prostrado a recordar
Que mesmo quando não nos apressamos,
Felizes em vê-lo ou ao mundo ver,
Ele passa, ainda que calado.

Já anda mais o sol,
Segue ficando mais quente
E nossa gente quer resolver andar.
Fecho o verso na pressa,
Que ficou entre goles e conversas,
Abandono o café no bar.

(Diogo Verri Garcia, Santiago, 03 de julho de 2019)


Créditos da imagem: pixabay

O mar – Autor convidado – Diedo Andrade

Como a arte em conjunto é muito mais forte, continuo neste espaço, em nossa quinta-feira, o terreiro do artista. Desta vez é do companheiro Diego. Seja bem-vindo e que a arte sempre seja reposta! E vamos a(o)marl! (Thiago Amério)

 

Mexido, perigoso, agitado, bravo… mas nada disso define o mar.

 

Amanhã pode estar diferente. O tempo passa e, assim como a vida, o mar continua a mudar.

 

Sem preocupar-se com o que vão dizer, o mar simplesmente é o que nasceu pra ser.  Num dia se agita, noutro se acalma. Não há o que reclamar, é só esperar.

 

Oh Mar, às vezes te julgamos só pela aparência, mas eu sei que a sua beleza mais sutil eu só vou encontrar se eu mergulhar.

 

O mar será sempre belo. Se o Criador é perfeito, por que a sua obra não o seria?

 

E como parte do Todo, o mar sou eu, e eu também sou o mar.

 

Para achar a beleza, é só mergulhar!

Alma Mater (o que não esclarece)

Por: Diogo Verri Garcia

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Alma encantada pela alma
Que de rubor lhe aparece.
Sem tal alma, não haveria nada.
Nem sombra na luz, nem alvorecer que espairece.
Carrega a minh’alma pesada,
desafinada, em um desarranjo a cumprir.
Uma alma engarrafada,
Já tão desafiada por ti.

Mas o que faz uma alma prezada,
Que não se desarma, em um notável aprender?
Que se mostra engulipada, por caminhar cansada,
Por querer proceder?

Alma que nota a sua sorte,
Quase galopante de tão forte que vai
em direção à alma que sorri, e se estarrece
Ao ver a noite enciumada,
Após a tarde ensolarada
lamentar que o dia esmorece.

(Diogo Verri Garcia, Rio 09/07/2019)


Créditos da imagem: pixabay

El puente de Santiago

Por: Diogo Verri Garcia

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Sólo mirar las tinieblas al lado.
No hay ninguna luz,
Pero de lo alto
En el reposo nocturno, es clara la nieve.
Pasando por ella, veo.
Y sé que llegué a Santiago.

Cuando abren las puertas y atravesa el frío,
llegando al interior del alma,
Hacer la paz de calma helada.
Sienten tanto la friage los pensamientos,
que se forman
como un espacio vacío.

No he tenido tiempo de irme ni de llegar.
Ni siquiera la oportunidad de caminar a
ningún lugar.
Solo veo mis palabras ya sueltas,
lenguas otras, el derecho siendo comparado.
Veo búsquedas en ahijamiento,
El frío que hace frío, en cualquier compartimento.
Y en cada momento percibo las Cordilleras al lado:
Por ahora, solo así sé que estoy en Santiago.

Aún sin saber los vinos,
Ojos a nuestros vecinos
E ya pienso en formar un puente,
aunque sea de lo alto, que sea,
en la alternativa de pretender volver
– todos nosotros, en ideales, pensamos:
De vuelta a Santiago, pero no solo por volver.

(Diogo Verri Garcia, Santiago, 03/07/2019)


imagem: pixabay

É dia de Feira…não importa a Feira!

Por: Mona Vilardo

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Se tem algo que me atrai, digamos assim, é Feira, de qualquer tipo. Comida, roupa, livros e por aí vai. Uma feira de antiguidades é praticamente um Parque de Diversões pra mim…aqueles vinis, alguns bonecos do “Comandos em Ação” – que não tem jeito, sempre me fazem recordar a infância ao lado do meu irmão… colecionador de todos aqueles mini bonecos de guerra.

Talvez esse amor por Feiras possa ter surgido também na infância, nas minhas idas e vindas à famosa e tradicional Feira da Glória aos domingos.

Comer pastel de queijo com meu pai, colocar limão no caldo de cana. Comprar flores num dia especial, conhecer o cara que vende a melhor banana, e claro, escolher a dedo a dúzia de ovos vermelhos da moça simpática que fala: – Carrega com cuidado!

Pois é, a Feira da Glória era um point pra mim. Hoje, ainda passeio bastante por lá, mas devo admitir que minha sobrinha pegou o bastão. Giovanna é a princesa da feira. Meu pai? Não tem mais nome, virou o avô da Gigi e ponto final. Sem a neta, ele não agrega valor à feira…rsrs

E, se depender da considerada “dona do pedaço”, o vendedor de melancia vai à falência, distribuindo pra ela fatias finas e doces daquela fruta que é o seu ganha pão.

Depois de ter escrito um livro sobre memórias, parece que cada dia mais observo como elas são preciosas naquilo que estampa algumas capas de revista: A busca pela felicidade.

Mas nenhuma revista fala isso pra você, elas preferem que continuem correndo maratonas atrás da felicidade e comprando mais revista. 0 próximo passo?  Provavelmente alguns remédios.  Mas conectar memórias com felicidade? Nunca…já ficaram pra trás.

Quanto engano!

Memórias fazem parte de uma felicidade que não precisa ser buscada à todo momento, ela já fez parte e quando é boa, faz um bem danado recordar. Quem nunca se pegou gargalhando ou chorando de emoção recordando um acontecimento? A tal felicidade das capas de revista também está aí. E é nesse momento que, muitas vezes, ligamos pra um amigo que está distante ou, em alguns casos, pode-se até mesmo, pedir perdão.

Voltando às Feiras, muitas boas memórias vieram de diversas feiras que frequentei. Inclusive quando viajo, tenho a preocupação de procurar saber se naquele lugar existe alguma Feira…seja ela qual for. Assim, sigo colecionando memórias…

No início do mês levei meu livro para a Feira do Livro de Resende. Eu e minha mãe ficamos lá durante 2 dias.  Há muito tempo não ficava apenas com minha mãe. Eu e ela. Sem maridos, sem irmão…sem neta pedindo vovó!

Seria tão bom se, quando adolescentes, tivéssemos a noção de que um dia sentiríamos tanta saudade de estar só com a nossa mãe. Mas adolescentes estão pensando em outra coisa praticamente o tempo todo. Desconto dado.

Nesses dois dias juntas, demos gargalhadas, tiramos fotos, dividimos o mesmo quarto (Ela fez um resumo da novela que eu nunca vi, mas quis acompanhar naquela noite) e saímos para jantar no shopping da cidade sem nos preocupar que, naquele shopping beeeeemm caseiro, não tinha nada que a gente gostasse de comer. Tudo bem… estávamos ali: Minha mãe e eu! Só nós!

Não me importei em ser “obrigada a ver novela”, a ter que dormir de janela aberta e nem tampouco ter levado 50 livros e vender muito menos do que esperava.

O melhor da Feira não era a Feira. O melhor da Feira era a minha mãe.

Sabe…em se tratando de estreitar laços e cultivar memórias, todo dia poderia ser dia de Feira.

Entre mim e a minha mãe, aniversariante da semana que vem, a felicidade está garantida, sem precisar ir muito longe.