Categoria Diogo Verri Garcia
POEMAS PÁLIDOS
Postado no 11 de setembro de 2024 1 Comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMAS PÁLIDOS Sorrateiramente, sem violência,Poemas vêm e vão.Como passagens de trem, como o verão.Nem todos são vigentes,confortáveis ou frequentes.Há poemas que são pálidos;outros, que são quentes. Quando encorpam, avançam e arrastamFeito forças do vento abrasivo, que é bravo.Quando desandam, são blocos de versoque não causam, nem intencionam.Sem sabor, não tencionam furor, […]
O TEMPO DO TEMPO
Postado no 26 de agosto de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O TEMPO DO TEMPO Depois de um pouco esperar, o tempo chegou.A demora nos trouxe sobriedadeem saber que a distância do tempo não é intocável,que a vontade melhor difere da nossa vontade. É um caminho que não engrandece a angústia,Eis que angustiados somos nós, per si.É passagem por onde não se […]
UM PISANTE LUSTROSO
Postado no 7 de agosto de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia UM PISANTE LUSTROSO Se existisse um solado no sambaQue fosse um andarilho tipo principalConhecedor das canções e das bandasBem experimentado pelo carnaval. Que tudo sambasse e rimasseCom sapateado fino de desinibir.Era o sapato todo desavergonhadoQue buscou a gafieira pra se distrair. O solado sozinho andou,Procurou por um ponto de sambamas não […]
MAR EM ORAÇÃO
Postado no 24 de julho de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia MAR EM ORAÇÃO Seja forte, como o mar é forte,Mas te amolde e te quebre como as ondas que batem.Seja leve, como o mar é leve,Com ondas breves, como as que rompem a tarde. Seja bravo e te defenda do argumento,Quanto te calarem o pranto e te pretenderem agonia.Seja estupendo, feito […]
DESCREDENCIADO POETA
Postado no 17 de julho de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia DESCREDENCIADO POETA A poesia, quando sai do poeta,É livre, sem responsabilidade.Quem assume seu próprio risco é o leitorQue lê o que quer, adota suas próprias verdades. Descredencia cada palavra dita,Que não pertence mais a quem as fez.Os prantos podem se tornar sorrisos;Os risos, desatar de vez. As saudades, que eram felizes […]
PONTUAÇÕES
Postado no 26 de junho de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia PONTUAÇÕES Um pontoparou frente ao fim da frase,Sem base para torná-la um conto,Sem instrumento para constitui-laem algo que bastasse.Nem crase socorria-lhe ao encontro. Até que aos poucos, outros pontos juntaram,vieram palavras novas,pontuações,que chegaram meio fora de hora,Mas formaram algo grande, pois não buscavam ir embora,Tão só lhe quiseram acudir. O ponto […]
POEMA AO VERBO NAMORAR
Postado no 12 de junho de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia POEMA AO VERBO NAMORAR Namoro aquela cuja alma me agrada,Cuja paixão me afagaE me faz, em manter presença, teimar.De razão tão franca,A ponto de ter a doçura mais fácil e sincera;É a personificação da insistência severa,De mesmo, às minhas tolices, amar. Namoro – aquela que me acode e que tanto valoro […]
O QUE VAI ALÉM DAS COLHEITAS
Postado no 30 de maio de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O QUE VAI ALÉM DAS COLHEITAS Saiba dar a mesma desimportânciaQue outros e tantas circunstânciasNa vida vão lhe dar.Não dedique estoque para palavras alheiasPois nem no plantar, nem nas colheitas,Os calos que são teus, poderão suplantar. Não percas a tua elegância,Nem te ponhas em inconstânciaCom as certezas que na alma tens,se […]
O ATRASADO DE MAIO
Postado no 17 de maio de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O ATRASADO DE MAIO O atrasado quando chega ao eventoPassa esbaforido, quase tropeçante no próprio passoAcredita que o quase lustro perdido passadoServiu a todos a contento.E se atrasou, posto que mal percebeu seu descaso. Os que os aguardavam nem mais aquiesciamQue a presença vindoura seria alvissareira.E não foi: foram cinco palavras […]
A FLOR E O SERRADOR
Postado no 24 de abril de 2024 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia A FLOR E O SERRADOR A Flor olhou para o alto,Viu mato que se pusera a reinar.Desconcertante aquele verde.Um ponto frio, sem importância,um minúsculo vazio, um ressalto.Era sua cor naquela mata a vigorar. Pensou sozinha: o que há comigo?Se há desabrigo, maior deles é a solidão.Não se vê mais cor, não […]