Literarte lembra: 14/03, Dia Nacional da Poesia.
Postado no 14 de março de 2019 Deixe um comentário

Literarte lembra: 14/03, Dia Nacional da Poesia. Poeme-se!
Aquela que Ninguém Quis
Postado no 13 de março de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia

Quais os mistério que ela tem?
Contou com a sorte ao embarcar
no romance que ninguém mais quer
nas contas que não poderá pagar.
O que mais há, que desperta furor,
desrazão, gracejo e algo mais?
Por certo, não haverá amor.
Uma vez, temeu mudar seu rumo, mas quis mantida a paz.
Quanto ao novo?
Durou semanas, não mais que um mês.
Começou sortudo, terminou a destempo.
Começou crendo amor, terminou contando o tempo.
Restou por muito, demais até.
Todos os que tentam fincar raízes
Desistiram a tempo de salvarem-se,
Viveram para melhor outra fé.
E seguiram, sem ela, felizes.
(Diogo Verri Garcia, Rio, 14/01/2019)
Créditos da imagem: Pixabay
A natureza da mente humana
Postado no 12 de março de 2019 Deixe um comentário
Por: Tadany Cargnin dos Santos
A natureza da mente humana é uma infinda fonte de imaginação
Ela busca em todas as partes, visíveis e invisíveis, uma deleitosa expressão
Tudo isto parece ter sido aprisionado quando na escola, entrei para a educação
Pois lá começou o tormento, tudo era impressão, repressão, memorização e supressão
Passaram-se muitos anos, muitas dores, muita angústia e muita insatisfação
Até que deste calabouço mental, consegui minha absolvição
E a luz do conhecimento e da liberdade, novamente me brindaram a primordial visão
Hoje sigo tranquilo, agradecido e compartilhando uma que outra declaração
Cujo objetivo é despertar a leveza do viver e da harmonia gloriosa da comunhão
De que só existe uma luz, e ela está latente dentro do teu coração
Para ser exaltada em vida, numa existência plena e sábia, uma sublime integração.
PS: Para citar este Poema:
Cargnin dos Santos, Tadany.A natureza da mente humana. www.tadany.org®
Palavras Sentidas – Thiago Amério
Postado no 7 de março de 2019 Deixe um comentário
Se as palavras que são ditas,cujas as formas são escritas,
São difíceis de explicar…
Imagine as que sentidas
(Não passíveis de tocar),
não se podem ser ouvidas…
Será que sabem falar?
Ora, não é porque ninguém as vê, que são frutos de ilusão, na realidade é da mais pura linguagem: – o idioma do coração.
Desperto num sonho acordado
Postado no 6 de março de 2019 Deixe um comentário
Por: Tadany Cargnin dos Santos
Desperto num sonho acordado
Numa esbelta e quotidiana ilusão
Sonhava que um néctar inebriante e encantado
Jorrava incessantemente da fonte deste coração
E que o líquido tinha sua própria vontade
Seguindo seu fluxo, extravasava por todo o ambiente
E o que dele se ensopava, exaltava sua bondade
Por meio de um sorriso ameno e de um olhar ardente
E ao despertar deste sonho, ainda meio sonhando
Pude sentir esta essência, docemente palpitando
Então, levantei do sonho e segui peregrinando
Pois notei que a realidade do amor, estava naturalmente despertando.
PS: Para citar este Poema:
Cargnin dos Santos, Tadany.Desperto num sonho acordado. www.tadany.org®
O acabar da euforia
Postado no 6 de março de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia

Escrevo a ti, é quarta-feira.
Não a de cinzas, mas a seguinte e regular, dia morno e de labor.
Hoje há falta de chuva, de cansaço e de moleza,
Em perceber que abandonou-se a alegoria,
Que cedeu lugar à tristeza.
O carnaval, enfim, terminou.
Sobra o acaba da euforia
Que teria lugar por mais dias.
Lamenta o que jaz até quem, tal qual a mim, descansa.
Em meio ao repinique que rastilha,
Eram lampejos de alegria.
E folião se empolgava quase feito criança.
Caminhantes por caminhos e ladeiras,
Vestidos de heróis e faladeiras
Com bolhas nos pés a sustentar.
Entre porteñas que já não cantavam tango,
Alemães já quase mancos,
com as pernas tortas, a cansar.
Juntando esforços, corrente humana e virtuosa,
Sempre vagante, fervorosa por samba, itinerantes entre os blocos.
Começando os dias passados,
terminando com eles já tortos.
Vestindo camisas vistosas, exuberantes colares,
Cultivando sorrisos expostos,
Feito estandartes aos ares.
Mas o que há no carnaval
se os dias são poucos,
Se o trânsito no Rio é louco
Se a cidade toda para?
É incerto; sei que o mundo foge do igual.
Mesmo para quem não se importe,
Ainda quando há chuva, quer nos refresque ou incomode.
Nada é comum,
Não há paz ou euforia que baste,
Quando jaz carnaval.
(Diogo Verri Garcia, 05/03/2019)
Créditos da imagem: pixabay
Sonho perdido
Postado no 2 de março de 2019 3 Comentários
Por: Mona Vilardo

– Veja o sol dessa manhã tão cinza: Foi o que pensei no dia seguinte daquele dia triste.
– Então me abraça forte: Foi o que disse um pai ao abraçar outro pai, na tarde daquele dia sem respostas.
– Mas deixe as luzes acesas agora: Foi a fala da mãe que queria ver a foto do filho na estante, no anoitecer daquele mesmo dia, como se fosse uma despedida.
– Sempre em frente: Era o lema daquele jovem que acreditava num sonho, até aquele dia que onde tudo virou cinzas.
– Não temos tempo a perder: Era o que pensava aquele rapaz que tinha fome de vitória todos os dias.
– Temos nosso próprio tempo: Dizia o amigo quando consolava aquele colega que pensava em desistir dia após dia.
– Nosso suor sagrado é bem mais belo: Pensava o garoto que sentia saudade de casa diariamente.
– Selvagem: Foi a maneira que eles foram tirados dos seus sonhos, dos seus pais e do mundo. Do Ninho!
– E o que foi prometido, ninguém prometeu: É o que acontece em nosso país, estado e cidade cada dia mais.
– Somos tão jovens, tão jovens: Poderia ser o grito de guerra daqueles 26 garotos um dia antes do incêndio acontecer. Eles eram mesmo tão jovens!
Fevereiro acabou, mas para aquela legião de sonhadores do clube rubro negro, o mês mais curto do ano foi ainda menor, terminou dia 8, numa sexta de manhã;
– Nem foi tempo perdido: Foi tempo doado e sonho roubado.
Sonho perdido
Crédito da imagem: pixabay
Pelo que foi, é e será – Thiago Amério
Postado no 28 de fevereiro de 2019 Deixe um comentário
Ontem já passou a história
e respirando naquela nostalgia
que outrora conduziu, in memoriam,
diversos sons, feitios e magias
sob músicas de Cazuza, Chico e Legião
os momentos que nunca voltarão,
indago a existência do tempo e do calor…
Porque a chama apagada é o passado,
que só se reacende na cabeça da gente,
e só perdura enquanto está quente.
Já que o que é é o mais importante,
porquanto faz do presente momento
a maior dádiva no andar do caminhante,
posto que é nesta hora que tudo se decide
ou vai-se para direita ou no extremo se distancia
daquilo que poderia ser o melhor do que havia
de ser… mas não é ou não foi. E agora?
O que será será. Não dá pra se prever…
apenas agradeça a chance de estar vivo
respirando e estando por completo
já que um dia daqui partiremos,
e não traremos o que foi, será ou é,
apenas viajaremos na bagagem do incerto.
A Chuva choveu
Postado no 27 de fevereiro de 2019 2 Comentários
Por: Diogo Verri Garcia

Quem vê quando ela chamou
Para perto do mar?
Para passear…
A brisa bateu, o vento voou
E a gente, ali a passar.
Ondas que nascem, por dentro das águas.
O tempo se ergueu, ficou a espreitar.
Depois só choveu,
A garoa afinada que mal sabe molhar.
É ela a brisa que vem,
Que refresca as tardes e a noite também.
Dá tempo ao lugar, para se arrumar,
vestida de gala só pra iluminar.
E acontece que só ilumina
A quem aquiesce o brilho no olhar.
Chega a noite, feito gente
que sorri pra gente e convida a passear.
O que importa é que o vento ventou,
a chuva choveu,
o tempo passou,
o olhar se envolveu
e um beijo feliz ela me deu.
(Diogo Verri Garcia, Rio, 2018)
Créditos da imagem: pixabay
Cantina do Prazer
Postado no 26 de fevereiro de 2019 Deixe um comentário
Por: Tadany Cargnin dos Santos
Estrelas brilham na camiseta
Seios úmidos dançam nos lábios
Calor fascinante esconde-se dentro da bragueta
Orgia física no mundo dos sábios
Bundas curvilíneas seduzem a imaginação
Corpos em um movimento ardente
Olhos fogosos cheios de tesão
E a volúpia é a onipresença da gente
Cabelos ao vento que a todos encantam
Pernas torneadas por mãos divinas
Alegria carnal que a todos fascinam
Luxúria é o que se encontra nesta cantina
A simplicidade reina neste recinto
O prazer físico-visual é o alimento
Aproveite ao máximo, pois tudo é sucinto
E viva apenas para este momento.
PS: Para citar este Poema:
Cargnin dos Santos, Tadany.Cantina do Prazer .www.tadany.org®



