Literarte lembra: 14/03, Dia Nacional da Poesia.

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Literarte lembra: 14/03, Dia Nacional da Poesia. Poeme-se!

Aquela que Ninguém Quis

Por: Diogo Verri Garcia

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Quais os mistério que ela tem?
Contou com a sorte ao embarcar
no romance que ninguém mais quer
nas contas que não poderá pagar.

O que mais há, que desperta furor,
desrazão, gracejo e algo mais?
Por certo, não haverá amor.
Uma vez, temeu mudar seu rumo, mas quis mantida a paz.

Quanto ao novo?
Durou semanas, não mais que um mês.
Começou sortudo, terminou a destempo.
Começou crendo amor, terminou contando o tempo.

Restou por muito, demais até.
Todos os que tentam fincar raízes
Desistiram a tempo de salvarem-se,
Viveram para melhor outra fé.
E seguiram, sem ela, felizes.

(Diogo Verri Garcia, Rio, 14/01/2019)


Créditos da imagem: Pixabay

A natureza da mente humana

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

A natureza da mente humana é uma infinda fonte de imaginação

Ela busca em todas as partes, visíveis e invisíveis, uma deleitosa expressão

Tudo isto parece ter sido aprisionado quando na escola, entrei para a educação

Pois lá começou o tormento, tudo era impressão, repressão, memorização e supressão

Passaram-se muitos anos, muitas dores, muita angústia e muita insatisfação

Até que deste calabouço mental, consegui minha absolvição

E a luz do conhecimento e da liberdade, novamente me brindaram a primordial visão

Hoje sigo tranquilo, agradecido e compartilhando uma que outra declaração

Cujo objetivo é despertar a leveza do viver e da harmonia gloriosa da comunhão

De que só existe uma luz, e ela está latente dentro do teu coração

Para ser exaltada em vida, numa existência plena e sábia, uma sublime integração.

 

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.A natureza da mente humana. www.tadany.org®

 

 

 

 

 

Palavras Sentidas – Thiago Amério

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Se as palavras que são ditas,
cujas as formas são escritas,
São difíceis de explicar…
Imagine as que sentidas
(Não passíveis de tocar),
não se podem ser ouvidas…
Será que sabem falar?

 
Ora, não é porque ninguém as vê,
que são frutos de ilusão,
na realidade é da mais pura linguagem:
– o idioma do coração.

Desperto num sonho acordado

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Desperto num sonho acordado

Numa esbelta e quotidiana ilusão

Sonhava que um néctar inebriante e encantado

Jorrava incessantemente da fonte deste coração

E que o líquido tinha sua própria vontade

Seguindo seu fluxo, extravasava por todo o ambiente

E o que dele se ensopava, exaltava sua bondade

Por meio de um sorriso ameno e de um olhar ardente

E ao despertar deste sonho, ainda meio sonhando

Pude sentir esta essência, docemente palpitando

Então, levantei do sonho e segui peregrinando

Pois notei que a realidade do amor, estava naturalmente despertando.

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.Desperto num sonho acordado. www.tadany.org®

 

O acabar da euforia

Por: Diogo Verri Garcia

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Escrevo a ti, é quarta-feira.
Não a de cinzas, mas a seguinte e regular, dia morno e de labor.
Hoje há falta de chuva, de cansaço e de moleza,
Em perceber que abandonou-se a alegoria,
Que cedeu lugar à tristeza.
O carnaval, enfim, terminou.

Sobra o acaba da euforia
Que teria lugar por mais dias.
Lamenta o que jaz até quem, tal qual a mim, descansa.
Em meio ao repinique que rastilha,
Eram lampejos de alegria.
E folião se empolgava quase feito criança.

Caminhantes por caminhos e ladeiras,
Vestidos de heróis e faladeiras
Com bolhas nos pés a sustentar.
Entre porteñas que já não cantavam tango,
Alemães já quase mancos,
com as pernas tortas, a cansar.
Juntando esforços, corrente humana e virtuosa,
Sempre vagante, fervorosa por samba, itinerantes entre os blocos.
Começando os dias passados,
terminando com eles já tortos.
Vestindo camisas vistosas, exuberantes colares,
Cultivando sorrisos expostos,
Feito estandartes aos ares.

Mas o que há no carnaval
se os dias são poucos,
Se o trânsito no Rio é louco
Se a cidade toda para?

É incerto; sei que o mundo foge do igual.
Mesmo para quem não se importe,
Ainda quando há chuva, quer nos refresque ou incomode.
Nada é comum,
Não há paz ou euforia que baste,
Quando jaz carnaval.

(Diogo Verri Garcia, 05/03/2019)


Créditos da imagem: pixabay

 

Sonho perdido

Por: Mona Vilardo

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– Veja o sol dessa manhã tão cinza: Foi o que pensei no dia seguinte daquele dia triste.

– Então me abraça forte: Foi o que disse um pai ao abraçar outro pai, na tarde daquele dia sem respostas.

– Mas deixe as luzes acesas agora: Foi a fala da mãe que queria ver a foto do filho na estante, no anoitecer daquele mesmo dia, como se fosse uma despedida.

– Sempre em frente: Era o lema daquele jovem que acreditava num sonho, até aquele dia que onde tudo virou cinzas.

– Não temos tempo a perder: Era o que pensava aquele rapaz que tinha fome de vitória todos os dias.

– Temos nosso próprio tempo: Dizia o amigo quando consolava aquele colega que pensava em desistir dia após dia.

– Nosso suor sagrado é bem mais belo: Pensava o garoto que sentia saudade de casa diariamente.

– Selvagem: Foi a maneira que eles foram tirados dos seus sonhos, dos seus pais e do mundo. Do Ninho!

– E o que foi prometido, ninguém prometeu: É o que acontece em nosso país, estado e cidade cada dia mais.

– Somos tão jovens, tão jovens: Poderia ser o grito de guerra daqueles 26 garotos um dia antes do incêndio acontecer. Eles eram mesmo tão jovens!

Fevereiro acabou, mas para aquela legião de sonhadores do clube rubro negro, o mês mais curto do ano foi ainda menor, terminou dia 8, numa sexta de manhã;

– Nem foi tempo perdido: Foi tempo doado e sonho roubado.

Sonho perdido


Crédito da imagem: pixabay

Pelo que foi, é e será – Thiago Amério

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Ontem já passou a história
e respirando naquela nostalgia
que outrora conduziu, in memoriam,
diversos sons, feitios e magias
sob músicas de Cazuza, Chico e Legião
os momentos que nunca voltarão,
indago a existência do tempo e do calor…
 
Porque a chama apagada é o passado,
que só se reacende na cabeça da gente,
e só perdura enquanto está quente.
 
Já que o que é é o mais importante,
porquanto faz do presente momento
a maior dádiva no andar do caminhante,
posto que é nesta hora que tudo se decide
ou vai-se para direita ou no extremo se distancia
daquilo que poderia ser o melhor do que havia
de ser… mas não é ou não foi. E agora?
 
O que será será. Não dá pra se prever…
apenas agradeça a chance de estar vivo
respirando e estando por completo
já que um dia daqui partiremos,
e não traremos o que foi, será ou é,
apenas viajaremos na bagagem do incerto.

A Chuva choveu

Por: Diogo Verri Garcia

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Quem vê quando ela chamou
Para perto do mar?
Para passear…
A brisa bateu, o vento voou
E a gente, ali a passar.

Ondas que nascem, por dentro das águas.
O tempo se ergueu, ficou a espreitar.
Depois só choveu,
A garoa afinada que mal sabe molhar.

É ela a brisa que vem,
Que refresca as tardes e a noite também.
Dá tempo ao lugar, para se arrumar,
vestida de gala só pra iluminar.

E acontece que só ilumina
A quem aquiesce o brilho no olhar.
Chega a noite, feito gente
que sorri pra gente e convida a passear.

O que importa é que o vento ventou,
a chuva choveu,
o tempo passou,
o olhar se envolveu
e um beijo feliz ela me deu.

(Diogo Verri Garcia, Rio, 2018)


Créditos da imagem: pixabay

Cantina do Prazer

Por: Tadany Cargnin dos Santos

Estrelas brilham na camiseta

Seios úmidos dançam nos lábios

Calor fascinante esconde-se dentro da bragueta

Orgia física no mundo dos sábios

Bundas curvilíneas seduzem a imaginação

Corpos em um movimento ardente

Olhos fogosos cheios de tesão

E a volúpia é a onipresença da gente

Cabelos ao vento que a todos encantam

Pernas torneadas por mãos divinas

Alegria carnal que a todos fascinam

Luxúria é o que se encontra nesta cantina

A simplicidade reina neste recinto

O prazer físico-visual é o alimento

Aproveite ao máximo, pois tudo é sucinto

E viva apenas para este momento.

 

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.Cantina do Prazer .www.tadany.org®