A Menina de Tranças

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Bom dia Menina, da garbosa trança

Hoje, rodopie elegantemente pelo cosmos

Libere tua majestosa dança

Coreografados passos ao centro de teu universo

Reencontre-se com tua intrínseca herança

Nela verás harmônicas estrelas cintilando

E notarás na harmonia, uma formidável semelhança

No baile desta exuberante manifestação

Encontrarás melífluas notas de bonança

E, no êxtase de tua folia, com os gestos e passos da vida

Formarão um sincronizado casal, alegórica aliança

Inspiradoras fantasias e reveladoras imaginações

De amor, liberdade, coragem e bem-aventurança

Então, levante e dance, bela menina

Dos olhos brilhantes e da mágica trança.

Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany. A Menina de Tranças.www.tadany.org®

Alérgicos, contém humanos!

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Por: Mona Vilardo

Essa semana comprei uma caixa de ovos caipiras que tinha o seguinte aviso: “Alérgicos, contém ovos”.
Fiquei parada uns 20 segundos para conferir se era aquilo mesmo que eu estava lendo. Li umas três vezes, verifiquei toda a embalagem e constatei que aquele era realmente o único aviso no estilo “tenha cuidado”.
Ri e achei curioso. Comecei a fazer um paralelo com tudo que tenho visto acontecer entre colegas, amigos, parentes…seres humanos!
A falta de respeito por todos os lados nunca se fez tão presente. Na minha opinião, todos deveriam ter uma regra de etiqueta quando quisessem tocar em assuntos como religião e política.
Por exemplo: Se você quer convencer alguém que sua religião é maravilhosa ou que o seu candidato é fenomenal você deveria mandar uma mensagem antes (áudio, texto, sinal de fumaça…sei lá) e perguntar se você pode “infernizar” a vida do seu amiguinho de opiniões pessoais ou até mesmo de xingamentos e alienações que só dizem respeito à você, ou no máximo, à sua mãe que diz achar lindo tudo que você faz.
Melhor ainda, acho que os aplicativos de conversa já deveriam vir com essas perguntas programadas, entende? Tipo aquelas que aparecem quando você não pode atender a ligação:
“Estou numa reunião, ligue depois”
“Não posso atender agora”
Antes de encher o whatsapp e o messenger dos amigos com suas opiniões, que tal mandar um com licença?
“Quanto tempo, tudo bem? Posso te falar do Reino dos Céus? ”
“Boa tarde, tá a fim de ouvir sobre o meu candidato? ”
“Bom dia, viu como o dia está lindo? Vem cá, curte macumba? ”
Sei lá…são algumas ideias que me vieram agora. Dada a resposta do seu amigo, você começa ou não o seu disparo!
Algumas pessoas parecem ser alérgicas à cordialidade, às boas maneiras e às regras de boa convivência, e me parece que o surgimento das redes sociais só aumentou a maneira errada de se “entrar na casa das pessoas”. E não vem com essa de que “No meu feed eu coloco o que eu quiser”: ser cordial é bom em qualquer lugar e em qualquer momento. Essa frase só aumenta a quantidade de gente que olha para o seu próprio umbigo e passa por cima de tudo.
Do jeito que as coisas estão indo, toda criança ao nascer terá que ter uma plaquinha “Alérgicos, contém humanos”, representando toda humanidade que uma pessoa carrega e que deve ser respeitada. Assim como é óbvio que tem ovos numa caixa de ovos, é óbvio também que a humanidade tem opiniões e gostos diferentes. Mas parece que poucos sabem que somos humanos antes de qualquer escolha de deuses, partidos e governantes.
Talvez seja melhor eu fazer a minha placa, até dia 28 receberei em minha “casa” pessoas que queiram comer um ovo comigo, seja ele branco, vermelho ou rosa.

 

Melhor de si

Por Thiago Amério

leão e gato

 

Melhor de si

Melhor para si

Melhor dos outros

Melhor para os outros

 

A questão é que as pessoas não querem dar o melhor de si,

mas colher o melhor para si.

Também não querem dar o melhor para os outros,

mas colher o melhor dos outros.

Embora seja a troca de uma só palavra (de/para),

em significado,

MUITO

representa.

Nostalgia de Chegada

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Por: Diogo Verri Garcia

Aguardo a chegada de um tempo
em que teremos contentamento.
Não haverá ódio, só argumento
E da maldade o solo estará isento.

Aguardo a chegada de um tempo
em que problemas gerarão diretrizes;
Nossos valores terão raízes;
Em que as pessoas existirão felizes.

Resistiremos à chegada da euforia
De frases mansas ou fortes, sem bom intento
Que entregaram a sorte de um povo ao vento
Pelas intenções que tem nelas, na verdade, havia.

Mas temo a chegada de esforços
Que nada mais exortam, face aos que os desconhecem
Onde o mal mais impensado remonta, “reacontece”,
Quando o povo hospitaleiro sorri e se esquece.

Ainda ouço um dia
Que o bem alheio seja nossas vocações;
Que nosso pensamento não se limite
a repetir de outrem os sons;
Que nosso povo saiba ir bem nas eleições.

Espero a luz de um dia
Que as palavras sejam o que nelas se assevera,
Que não se esqueça em só instante o que houvera,
E o oportunismo, finalmente, nunca mais sirva de guia.

Espero que este dia não se restrinja
A uma pura, irreal e forçada nostalgia
Daquilo que nunca sequer haveria
e tão pouco, até hoje, existiu.

(Diogo Verri Garcia. Rio, 15/10/2018)


Créditos da imagem: pixabay

Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia

Por: Tadany Cargnin dos Santos

Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia

Foi minha primeira preocupação

Quando tive que partir, com a oportunidade de ocasião

Não sou pretensioso ao ponto de pensar-me insubstituível

O pensei apenas porque era tão diligente no sul do teu equador

Naquele terno, cálido e úmido recanto onde, muitas vezes, deixei meu físico amor

E agora que parto, deixando-te metade incompleta

Tuas noites desacompanhadas, gemidos isolados, suores de solidão

Quem aquecerá tua alma e fará jorrar as inebriantes lavas do teu vulcão?.

PS: Para citar este texto:

Cargnin dos Santos, Tadany.Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia. www.tadany.org®

Hoje não, Senhor Medo!

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Por: Mona Vilardo

Começo essa crônica citando Hemingway “ O primeiro esboço de qualquer coisa é sempre porcaria”

Pois é, quando estava escrevendo o texto para o dia de hoje, queria muito dedicá-lo ao Dia das Crianças. Várias ideias na cabeça: “quando deixo de ser criança”, “ a criança que mora em mim”, “ ser criança”, e por aí vai!

Escrevi um primeiro texto falando do que me distanciava da criança que mora em mim. Falei de medo. Eu acho que uma das grandes vantagens que se tem em ser criança é não ter medo de tudo. Quando nos tornamos adultos os medos mudam, mas alguns deles são tão bobos que se uma criança visse falaria: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Foi assim quando fui convidada para uma festa de aniversário que aconteceu dentro de um Paintball, por exemplo. Monte na sua cabeça um cenário de um Paintball com 20 crianças. Montou? Agora me coloca nele com várias crianças gritando “Acerta a tia Monaaaaaa”. Colocou? Quase o tempo todo, a tia Mona aqui estava morrendo de medo, e procurava se esconder em tudo que era feito de concreto que via pela frente – mas muito feliz de estar ali com crianças sem medo.

Antes disso, aos 15 anos, tive medo de um brinquedo da extinta Terra Encantada (quem tem mais de 30 lembra). Os 7 segundos de queda livre do brinquedo Kabum me deixaram um trauma de altura que dura até hoje, inclusive ao atravessar passarelas. (Nesse caso é medo misturado com mico, eu sei!)

Diante desses dois medos qualquer criança diria a frase lá de cima: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Escrito esse primeiro texto – que resumi demais para vocês aqui – fui mostrar ao meu marido, eu estava angustiada com algo que não estava gostando, mas não sabia o que era.

Ele, sem medo, disse: – É, tá bem ruim!

Dias depois vi essa frase do Hemingway e lembrei do meu rascunho péssimo. #valeumarido

Logo, concluí: é bom demais quando a gente enxerga que algo que fizemos não está bom, e não temos vergonha de assumir isso. Nessa hora prevalece em mim a falta de medo que uma criança tem. O medo de errar some.

Seguindo esse pensamento, trago para vocês uma foto minha vestida de coelho, numa festinha da escola. Sem medo de julgamentos e sem vergonha.

A resposta das crianças para o que é a vida foi muito bem escrita por Gonzaguinha: “ É a vida, é bonita e é bonita”. O resto são medos tolos, eu deixarei para outra data. Hoje não!

Coelho Vilardo, quer dizer, Mona Vilardo!

PS: Esse texto é em homenagem à todas as crianças e jovens que fazem o meu dia a dia no Colégio Fórum Cultural serem cheios de aprendizado, curiosidade e…sem medo.

(Mona Vilardo).


Créditos da imagem: arquivo pessoal.

Fofoca

Por Thiago Amério

Qual a linha entre
Respeitar outra opinião
E ser afetado por ela?

Se a pessoa se separa
Da Ideia
Por que uma ideia
se confunde com a
Pessoa?

Por que debater uma ideia
Representa bater numa pessoa?

E se a ideia, não é sobre ideia,
Mas sim sobre a pessoa?
Aquele telefone sem fio da intriga?

A opinião alheia sobre sua pessoa
Pertence a quem?
Quando um dedo aponta,
Quatro voltam para quem apontou.
Então por que(m) se importar?

Teorema da Vida Geral

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Por: Diogo Verri Garcia

O professor de sábado,
Que aqui se chama descanso,
Questionou a aula da vida,
Sempre tão árdua, sem frescor, sem balanço.

O mentor da sexta-feira, denominado prazer,
Lamentou por trabalhar durante o dia,
E só ter a noite para se satisfazer.

O de terça-feira, que se apresentou vaidade,
Impôs que chegaria atrasado,
Daria ordens, valeria sua vontade.

A de quinda-feira, de todos, a mais iludida,
Propôs acabar logo o dia,
Pela chegada de uma sexta-feira descomprometida.

A tutora de quarta, de alcunha rotina,
Reclamava da sina, era pedante e cretina:
Até a quarta-feira de cinzas decidiu levar a mal,
Pois justo no seu dia terminou o carnaval.

O professor de segunda demonstrava preguiça,
Por nada se mexia, exceto por interesse, por cobiça.

O de domingo, tido no rosto como incauto e descrente,
Pensava na tola mesmice de uma semana inteira pela frente.

Mas alguém propôs uma reforma visceral,
Idealizada pela vida, sábia maestrina, coordenadora-geral.
Prometeu que a rotina seria árdua, mas bela.
Que começaria cedo o dia,
Antes mesmo de a luz do sol romper a janela.

Que em todas as horas haveria estudo, dedicação e trabalho;
Afastou a cobiça, que só pleiteava salário.
Trouxe para cátedra a fé, a virtude, a caridade,
O empenho, a organização, a honestidade.

Afirmou tempos felizes, esplendorosamente mais mansos.
Contemplou que, passados os trabalhos, maior seria o descanso.
Problematizou que tudo dependeria do esforço inicial,
Propôs que a perseverança fosse séria e real.

Sobraria tempo para viajar, para o amor perfazer.
Que o labor seria o bem-querido, também por aceder.

Porém, dali em diante, algo começou a mudar.
Nem tantos alunos mais foram às aulas, ou quiseram se matricular.
Opuseram-se à vida, recomendaram levante,
apresentaram questões, indagações, em revoltosos cantos a bradar
– e teve-se aí um novo problema.

Concluiu a vida: muitos pelo mundo se iludem,
Nem todos desejam o esforço, a correção, o trabalho, o lutar.
Talvez, como em um espelho, põem-se a escolher,
na mesma verdade que em seu intento há.
Eis, de forma real, da vida geral, o teorema…

(Diogo Verri Garcia, Rio 18/08/2018)
*poesia autoral


créditos da imagem: pixabay

Quando encontro uma criança

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Quando encontro uma criança, me encontro

Quando para ela canto, me encanto

Quando com ela brinco, me divirto

Quando a vejo, minha alma se alegra

Quando ela se cala, meu coração a escuta

Quando ela dança, minha essência baila

Quando encontro uma criança, o eu criança, agradece.

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.Quando encontro uma criança .www.tadany.org®

 

A voz do povo sou eu mesmo, sim senhor!

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Por: Mona Vilardo

“Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião

Amanhã é dia de eleição, e meu voto não conto não. Tampouco coloco nas Redes, já tem gente fazendo isso, há meses!

Mas não serei “Leviana”, é o povo mesmo que se engana.

Quem dera ganhasse o “Samba da legalidade”, e o voto não tivesse idade.

Talvez criança mandasse logo um “Você não está com nada”, se liga, camarada!

Chega de tanto palhaço no salão, a “Máscara Negra” caiu, rolou pelo chão!

Espero mesmo é não ouvir depois um “Drama Universal”…chororô, coisa e tal!

Vão querer “Acender as Velas” e fazer “ Prece de Esperança”. É…pode ser tarde para essa militância!

 “Sorri” meu amigo, amanhã é dia de domingo. O horário?  Das oito às cinco!

E se alguém perguntar por mim, “Diz que eu fui por aí”. Em alguma urna eu paro, demoro uns segundos, mas o meu voto, declaro.

Quem sabe teremos, um dia, um presidente que possa falar: “Sou eu quem leva a alegria, para milhões de corações brasileiros”, isso eu iria adorar.

Viva Zé Keti! Viva o samba! Viva o Brasil!

06/10/1921 – Aniversário de José Flores de Jesus, o famoso compositor Zé Keti.

(Mona Vilardo)