Mananciais de Promessas

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Por: Diogo Verri Garcia

Prometo que serei mais ponderado, mais contido.
Menos acelerado, terei maiores cuidados,
Prometo portar-me como se fossemos tão só conhecidos
Juro ser mais ausente, também complacente, a Deus temente,
Mesmo que a oportunidade se apresente, abrirei mão de te ter.
Contudo, não mentirei pra gente: a distancia é prudente,
Para deixar só de prometer

Prometo refletir nas ações
Antes calorosas,
Silenciar os bordões,
Não mandar-te a ações em noites tão perigosas.
Perceber que nas horas da tua ausência,
Nisso não há inocência:
É só uma forma de não comprometer.

Assim juro não fazer mais convites,
Nem por ousadia
– tais quais tanto te fiz quando ainda não prometia.
Prometo não te falar em sussurros,
Não ter pensamentos obscuros,
Iguais aos que me vêm todo dia.

Considero não mais abraçar-te no escuro,
Ou prensar-te nos muros,
Nos cantões de qualquer casa.
Eu pondero que, por sermos vorazes,
Temos razões razoáveis
Para ponderar, e não requentarmos a brasa.

Asseguro limitar-me à luz da claridade,
Por precaução que, na verdade, é por nossa cupidez.
E por saber que a decisão mais sensata, é rapidamente afastada:
Quando aparece a vontade, não há sobriedade, é feito uma embriaguez.

Prenuncio não mais procurar-te quando for tarde,
Pois sem meias verdades, logo corre a hora, e tudo já se fez.
Prometo saber que sem ter saciedade, a imprudência se arvora,
E a resolução impensada não acontece só uma vez.

Prometo só agendar horários que atrapalhem compromissos,
Pois não temos juízo, nem maturidade.
Prometo, quanto estiver em outros braços, silenciar-te meus passos,
Faltar a ti com a verdade.
E compreendo o mesmo tratamento, ainda que me cause tormento e ansiedade.

Eu prometo, afastar-me de tudo que inclua a vontade que queremos conter.
Eu prometo, a prometer um dia
Em que vamos parar só de prometer.

(Diogo Verri Garcia)

*Autoral


Crédito da imagem: pixabay

A tragédia de John

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

John era um executivo em ascensão, ele morava em Nova Iorque e gostava de competir com tudo e com todos, pois acreditava piamente que aquela era a única maneira pela qual ele tinha sido bem-sucedido e, certamente, tal axioma continuaria guiando a sua carreira.

Naquela manhã de novembro, onde o nublado do céu parecia ofuscar o brilho dos olhos e as primeiras ondas de frio congelavam os sonhos e entorpeciam os desejos, ele acordou e ficou, melancolicamente, deitado na cama.

Quando os olhos se abriram, parecia que uma tela de cinema tinha sido instalada no teto do quarto e, repentinamente, sua vida, de casos e descasos, batalhas sem inimigos, audácias sem objetivos, discussões sem noções, vitórias sem conquistas, lucros com solidão e encontros sem amor, entrou avidamente pelas córneas, chegou ao cérebro e, quando invadiu a circulação sanguínea, levou um fluxo de intensa tristeza, de imensurável solidão e de absurda incoerência ao coração de John.

Então, ao invés de levantar, ele olhou para a sua direita, depois para a sua esquerda e com ansiedade e medo fitou novamente o teto, pois receava rever parte daquele pernicioso e revelador solilóquio que tinha acabado de testemunhar.

Então, profundamente desconsolado e desiludido, ele suspirou sofregamente, virou-se de lado, estendeu o braço, abriu a gaveta da cômoda e pegou o revolver que estava dentro, seu braço tremeu, uma lágrima de dor e de esperança correu sobre o seu rosto, mesmo assim, levou a arma até a parte inferior do maxilar, mirou em direção à parte traseira do cérebro e puxou o gatilho.

Naquele instante, John conseguiu assassinar tudo aquilo que ele não era, mas acreditava ser, tudo o que havia sido condicionado a construir, mas que não era sua construção. Toda aquela falaciosa onda de ilusão que tinha se tornado sua vida havia chegado a uma praia infértil e sem paradeiro onde, desolada e abandonada, a própria vida tinha preferido perecer.

No outro dia, a manchete do jornal dizia: “Acidente domiciliar tira a vida e a carreira de brilhante executivo”.

 

PS: Para citar este Texto:

Cargnin dos Santos, Tadany.A Tragédia de John.www.tadany.org®

 

Arranhos

Por: Mona Vilardo

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Quando o ano começa a se despedir, começam também os encontros de amigos e os encerramentos de cursos.
Essa semana tive o meu primeiro almoço de encerramento. Foi com as amigas do curso de História da Arte. Elas me chamam de mascote do grupo, já que a maioria delas é de jovens senhoras acima dos 70 anos. Poderia dizer que elas são duas vezes eu, e sendo assim, têm duas vezes mais recordações para contar e histórias gostosas para compartilhar num final de ano que se aproxima.
Tem aquela que fala de suas viagens pelo mundo, afirmando que viajar é o que mais nos enriquece. A outra, cerimonialista de grandes eventos, fala de suas festas até a madrugada, e da quantidade de casamentos que já passou por suas mãos. Hoje, já diminuiu o ritmo das festas, mas mantém na memória belas lembranças.
Depois da primeira taça de prosecco, a que está sempre elegante fala dos filhos já criados e de suas conquistas. É tempo de descansar.
Um gole de vinho faz a outra relembrar do marido que já se foi deixando saudade.
A que está sentada perto de mim diz que o neto chama as suas rugas de “arranhos”. Que poético, eu penso.
A mais falante do grupo descreve o pai que teve. Lembra das proibições de várias décadas passadas. Mas diz que era bem moderna para o seu tempo, fazendo faculdade à noite, numa época em que isso não era comum entre mulheres.
A outra, de fala firme, se lembra que antes de casar não podia entrar no carro do namorado sozinha, e diz que hoje é tudo muito diferente.
A mais calada arregala o olho atrás dos óculos e fala: É, o tempo voa!
– E a tecnologia avança – reclama a outra que não curte toda essa evolução. Ela diz que se alguém quiser falar com ela, que pegue o telefone e ligue.
A mais falante relembra seus tempos de monareta. Nessa hora eu não entendo nada e
pergunto o que é aquilo, reforçando meu apelido de mascote entre aquelas mulheres que ativam a minha curiosidade.
Da anfitriã, ganhamos lindos cupcakes com desenhos natalinos, afirmando que a gentileza é atemporal.
O assunto vai para vaidade, e falamos sobre marcas de batom. Logo, eu lembro do famoso batom verde da década de 80, minha mãe tinha e eu me recordo de pegar para usar.
Elas me olham e falam: – Nossa, você lembra desse batom? É da sua época?
Pois é, jovens senhoras, também começo a criar meus “arranhos”. Afinal, do que é feita a vida se não de memórias que só o tempo traz?
Um brinde aos nossos arranhos! Um brinde a essas jovens senhoras!

Nada mais, só o Tempo.

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Por: Diogo Verri Garcia

Todo início tem seu fim,
Todo fim tem seu porquê.
A razão só nos deixa pecar,
Por querer resolver.
Não importa quão forte é o santo,
Se voraz é a dor, consome e não tem acalanto.
Não importa se há ou não sentimento.
Nada pode mudar, nada mais,
Só o tempo.
É ele o guardião das memórias,
O artista, o palco,
O cartaz, as histórias.
É o dom mais repleto de todo o esquecimento.
Que dissolve o que ainda possa restar.
Nada mais, nada pode mudar,
Só o tempo.

(DIOGO VERRI GARCIA)

Na multidão enxergo rostos

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Agradecido observo, e ao observar enxergo, na multidão enxergo rostos

Alguns tão exuberantes que seu brilho quase cega

Outros semidefuntos, permeados por um soturno desgosto

Alguns ávidos como a inocência que livre se despega

Outros retesados como um sentinela em seu posto

Alguns carregam dúvidas, feições que a si mesmos desoneram

Outros expressam maturidade, são centrados e firmemente predispostos

Alguns são imaginações que revelam uma fantasiosa quimera

Outros escondem algum segredo, seus traços são receosos e indispostos

Alguns caminham solitários, parecem uma distante e intocável tapera

Outros irradiam o amor, luzes de um ser integrado, leve e composto

Alguns parecem procurar o passado, vivem noutra era

Outros são excessivos, seus gestos exagerados e sempre a postos

Alguns parecem ser aquilo que nunca foram, de si mesmos, estão sempre a espera

Outros são faróis, referências que todos observam com fraterno gosto

E entre alguns e outros todos passam

Alguns percebidos, outros escondidos

Alguns esquecidos, outros enaltecidos

Seus rostos e suas vidas, entrelaces temporários, tramas de um visual tecido

Que pelo mundo enxergo, curioso e agradecido.

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.Na multidão enxergo rostos.www.tadany.org®

 

A última que desaba

Por: Mona Vilardo

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Em 10 de novembro de 2018, às 17h28, um pai não vai mais voltar para casa levando o pão do lanche da tarde.

Simultaneamente, a avó que costumava se preparar para rezar o terço, não irá rezá-lo quando o relógio bater às 18h.

Um pouco mais tarde, às 19h35, com o dia se tornando noite, a adolescente não vai se preparar para a festa que ia com as amigas da escola. Escola essa que ela também não irá mais frequentar.

No mesmo momento, onde ficava a pizzaria, dois amigos não celebram nada. Vai faltar um amigo nos lanches com pizza aos sábados!

Enquanto isso, num ponto de ônibus próximo, um jovem rapaz retorna de um passeio e não entende nada do que está acontecendo.

No dia seguinte, 11 de novembro de 2018, às 14h34, a estudante que não tem notícias da tia escuta Legião no celular: “Mas é claro que o Sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei! ”

Uma semana depois, às 6h da manhã, nem um minuto a mais ou a menos, o homem do gás não vai passar para vender seu ganha pão. Na lembrança de todos, fica o bom humor daquele garoto trabalhador.

Em dezembro de 2018, próximo ao Natal, um bebê de 11 meses não irá completar seu primeiro ano.

Nove meses na frente, a grávida não terá sua filha, ainda sem nome, no colo.

1 ano depois, no dia 10 de novembro de 2019, às 20h25, a jovem citada acima por ter faltado a festa também não vai comemorar seus 15 anos. Ela se foi aos 14.

Niterói. Morro da Boa Esperança. Uma semana atrás. Madrugada de 10 de novembro de 2018.  No momento da tragédia, não deslizaram apenas areias e casas. Tudo que desliza de uma certa forma desaba. Naquela madrugada, desabaram histórias e combinados. Desabaram famílias e sonhos. Desabaram Nicole, Arthur, Dalvina e Marta.

A última a desabar se chama ESPERANÇA, e curiosamente é o nome do lugar onde tudo desabou. Que esta permaneça firme, na certeza de que só o tempo cura tanto desabar.

Ser Honesto

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Por: Thiago Amério

Ser honesto é falar o que pensa?
Mas pensamento é constante
numa incontrolável tensão.
 
Ser honesto é agir como você é.
Mas se mudamos sempre
quem eu sou agora frente
ao modo como me portei?
Será que permaneço daquele jeito
ou realmente mudei?
 
Ser honesto é se levar aos sentimentos mais puros.
Mas onde fica a razão? O livre-arbítrio? O razoável?
E o coração?
 
Ser honesto não é afável. Ser honesto pode ser confuso e contraditório.
Ser honesto é apenas tentar viver de verdade. 
 
Pra ser sincero, ser honesto não tem resposta.
 
Portanto, suponha sempre fazer tempo de honestidade,
a estação tenta viver e nós, sem querer,
criamos o arco-íris
ou as tempestades.

A Jovem Narrativa

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Por: Diogo Verri Garcia

Aplicam-se as obrigações, no que couber.
Ela assim diz, acompanhada da sua formação, dos seus pertences.
Seus pais ou responsáveis, parentes,
Assistem ao confinamento, apáticos e descontentes.

Impossível o reatamento dos vínculos – expressam alguns.
Face à rotina que tumultuou o lar faz um mês.
Oferecer vestuário e alimentação, não basta;
Oferecer amor – alguém nunca o fez.

A jovem pretendia ser feliz,
Por destino quis o afastamento rouco, grave e profundo de seus dirigentes,
Face a planos que a vida lhe dedicou, agente.
Se provisório? talvez.
A lógica causou-lhe tumulto, da borda da pele à, na alma, raiz.

E ela, alegre, no início seguiu.
Tomou por proa a razão, já que o amor direção nunca lhe deu.
Tentando atender prioritariamente aos seus justos interesses, partiu.
Porém, a roda grande que gira, novas distorções concedeu.

São impedidos de servir – diz do credo a norma –
Aqueles que, encarregados de zelar pelo cumprimento dos anseios,
Erram a mão nas medidas – isoladamente ou de cumulativa forma.
Sem fundamentos – indicados pela lei (da sutil lógica) vigente -,
À nossa jovem impõe desarrazoados freios.

Procurou o eudemonismo – ingênua e intensa, na busca por felicidade.
Conheceu o egoismo e, no amor, a maldade.
Quis uma união contínua, pública e duradoura.
Recebeu solidários ou espiritualizados pêsames,
Pela mágoa vindoura.

E assim se escondeu
Dentro dos seus próprios abismos, incrédula, calada.
Ansiando pelos beijos que nunca recebeu,
Rogando pelo afeto, que só houve em palavra.

Mudou-se do domicílio dos pais ou responsável
Frustrou-se, domiciliando com seus capatazes:
A dor, que lhe traz solidão; a angústia, que lhe retira a razão;
E a falta de amor, essa que não tem perdão.

Propôs a ele um destino feliz, de austeridade.
Ele, com ela negligenciou, faltou com a verdade.
Ela, que só buscava alento, razão que dá paz,
Quedou-se no rumo de volta, para a casa dos pais.

(Diogo Verri Garcia, Rio, 12/09/2018).

*Autoral


Crédito da imagem: pixabay

Reescreva a Sua História, é Possível 

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

De repente, apareceu um obstáculo,
Ele o olhou, pensou, e então parou

Caminhava em direção à montanha,
Assim que ela começou a ficar mais íngreme, desistiu de subir

Começou a nadar através do rio,
Quando a correnteza ficou mais forte, sentiu-se cansado e retornou

Iniciou a leitura daquele livro de sabedorias,
E continuou até perceber a intensa envergadura necessária para o saber

Num lampejo de ideia, visualizou um futuro brilhante e lançou-se de corpo e alma na jornada,
Mas na intempérie do primeiro inverno, esfriou suas próprias energias

E assim, seguiu sua desnorteada viagem,
Como borboleta que revoluteia em torno de várias flores, mas em nenhuma se fixa

Então, começou a compor histórias,
Contos dos descontos que tiraram o seu próprio valor

Inverdades das verdades que ele nunca quis admitir,
Inconsciente de que aquele que para si mente, torna-se um demente

Mas a história deste desanimado, inconstante e desorientado amigo,
Não precisa ser a tua jornada

Portanto, não mine suas forças no primeiro obstáculo,
Não perca tempo chorando descaminhos passados,
Não crie desculpas para preguiças pretéritas

Levante a cabeça e reescreva sua história,
Preencha a vontade com o ilustre néctar da vertente da vida,
Decore a motivação com o intenso brilho das estrelas

Adorne sua atitude com um inquebrantável amor,
Oriente sua visão como a do capitão que se fixa imutavelmente na luz do farol durante a tempestade,
Maximize sua energia, sua sapiência e seu tempo ao centrar-se unidirecionalmente em sua jornada

E, acima de tudo, na inigualável senda da vida, cante, dance, celebre e sorva até a última gota do néctar da existência.

Como citar este Texto:
Cargnin dos Santos, Tadany. Reescreva a Sua História, é Possível. www.tadany.org ®

Yes, nós temos banana.

Yes nós temos bananas

Por: Mona Vilardo

Não é de hoje que se estuda a importância da música para formação do ser humano, de um bom ouvido musical até a formação de caráter, escutar boa música afeta diretamente a formação de uma sociedade. Na Grécia, a música era usada para a construção de um povo mais ético e organizado. E para Platão, o homem deveria ser formado pela musiké: música, poesia e dança.

O que eu não sabia era que isso se estendia às frutas! Isso mesmo, frutas!

Outro dia comprei uma banana e dei de cara com o seguinte rótulo: Banana Nanica produzida ao som de música clássica. Estou começando a achar que rótulos curiosos me perseguem, quem leu minha crônica “Alérgicos, contém humanos! ”, sabe o que estou dizendo.

Muito bem, imagine agora que a parte de frutas do Hortifruti mais próximo da sua casa se transformou em uma sociedade. E como toda sociedade, tem suas divergências!

A banana adora ouvir “Requiem de Mozart”, chora com o “Concerto para violoncelo e orquestra de Albinoni”, e costuma pegar carona no “Trenzinho Caipira”, de Villa-Lobos.

Já o mamão gosta mesmo de um Reggae, e teima em dizer para a cebola, que tá do outro lado da loja: “No woman no cry”.

A laranja é fã de Fábio Junior, desde que este a colocou como protagonista numa abertura de novela, em 2005! Quem nunca cantou “As metades da laranja, dois amantes, dois irmãos”?

A manga, o melão, o sapoti e o caju moram juntos numa vila de amigos e no Spotify da casa deles, toca ninguém menos que Alceu Valença: “Da manga rosa, eu quero o gosto o sumo…”

O morango andava tristonho, mas logo foi homenageado por um grupo que cantava: “Ela é o morango aqui do Nordeste”, virou fã de um arrasta-pé!

Senhora uva é assanhada e canta bem alto o refrão da Ivete: “Eu quero enfiar uva no céu da sua boca”. É figura conhecida no carnaval da Bahia.

Começo a pensar onde me encaixaria nesse Hortifruti, e logo concluo que o melhor pra mim é ser salada de fruta e conhecer de tudo um pouco para se adaptar à sociedade que escolhi viver. Mas devo confessar que terminaria o meu dia ao lado da banana, ouvindo a trilha do filme Cinema Paradiso, do compositor Ennio Morricone. Tive o privilégio de cantar com ele num concerto anos atrás no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

No dia do meu casamento, tocou “Gabriel’s oboe” na entrada das alianças, também desse compositor. Para mim, a boa música clássica ajudaria muito na construção da tal sociedade idealizada pelos gregos. Quem sabe um dia conseguimos?

Boa música a gente tem de sobra. E bananas também!

10 de novembro – Aniversário de Ennio Morricone

Mona Vilardo