Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia

Por: Tadany Cargnin dos Santos

Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia

Foi minha primeira preocupação

Quando tive que partir, com a oportunidade de ocasião

Não sou pretensioso ao ponto de pensar-me insubstituível

O pensei apenas porque era tão diligente no sul do teu equador

Naquele terno, cálido e úmido recanto onde, muitas vezes, deixei meu físico amor

E agora que parto, deixando-te metade incompleta

Tuas noites desacompanhadas, gemidos isolados, suores de solidão

Quem aquecerá tua alma e fará jorrar as inebriantes lavas do teu vulcão?.

PS: Para citar este texto:

Cargnin dos Santos, Tadany.Quem fará meu trabalho na alcova da tua saia. www.tadany.org®

Hoje não, Senhor Medo!

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Por: Mona Vilardo

Começo essa crônica citando Hemingway “ O primeiro esboço de qualquer coisa é sempre porcaria”

Pois é, quando estava escrevendo o texto para o dia de hoje, queria muito dedicá-lo ao Dia das Crianças. Várias ideias na cabeça: “quando deixo de ser criança”, “ a criança que mora em mim”, “ ser criança”, e por aí vai!

Escrevi um primeiro texto falando do que me distanciava da criança que mora em mim. Falei de medo. Eu acho que uma das grandes vantagens que se tem em ser criança é não ter medo de tudo. Quando nos tornamos adultos os medos mudam, mas alguns deles são tão bobos que se uma criança visse falaria: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Foi assim quando fui convidada para uma festa de aniversário que aconteceu dentro de um Paintball, por exemplo. Monte na sua cabeça um cenário de um Paintball com 20 crianças. Montou? Agora me coloca nele com várias crianças gritando “Acerta a tia Monaaaaaa”. Colocou? Quase o tempo todo, a tia Mona aqui estava morrendo de medo, e procurava se esconder em tudo que era feito de concreto que via pela frente – mas muito feliz de estar ali com crianças sem medo.

Antes disso, aos 15 anos, tive medo de um brinquedo da extinta Terra Encantada (quem tem mais de 30 lembra). Os 7 segundos de queda livre do brinquedo Kabum me deixaram um trauma de altura que dura até hoje, inclusive ao atravessar passarelas. (Nesse caso é medo misturado com mico, eu sei!)

Diante desses dois medos qualquer criança diria a frase lá de cima: – Qual é, tia. Tá com medo disso?

Escrito esse primeiro texto – que resumi demais para vocês aqui – fui mostrar ao meu marido, eu estava angustiada com algo que não estava gostando, mas não sabia o que era.

Ele, sem medo, disse: – É, tá bem ruim!

Dias depois vi essa frase do Hemingway e lembrei do meu rascunho péssimo. #valeumarido

Logo, concluí: é bom demais quando a gente enxerga que algo que fizemos não está bom, e não temos vergonha de assumir isso. Nessa hora prevalece em mim a falta de medo que uma criança tem. O medo de errar some.

Seguindo esse pensamento, trago para vocês uma foto minha vestida de coelho, numa festinha da escola. Sem medo de julgamentos e sem vergonha.

A resposta das crianças para o que é a vida foi muito bem escrita por Gonzaguinha: “ É a vida, é bonita e é bonita”. O resto são medos tolos, eu deixarei para outra data. Hoje não!

Coelho Vilardo, quer dizer, Mona Vilardo!

PS: Esse texto é em homenagem à todas as crianças e jovens que fazem o meu dia a dia no Colégio Fórum Cultural serem cheios de aprendizado, curiosidade e…sem medo.

(Mona Vilardo).


Créditos da imagem: arquivo pessoal.

Fofoca

Por Thiago Amério

Qual a linha entre
Respeitar outra opinião
E ser afetado por ela?

Se a pessoa se separa
Da Ideia
Por que uma ideia
se confunde com a
Pessoa?

Por que debater uma ideia
Representa bater numa pessoa?

E se a ideia, não é sobre ideia,
Mas sim sobre a pessoa?
Aquele telefone sem fio da intriga?

A opinião alheia sobre sua pessoa
Pertence a quem?
Quando um dedo aponta,
Quatro voltam para quem apontou.
Então por que(m) se importar?

Teorema da Vida Geral

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Por: Diogo Verri Garcia

O professor de sábado,
Que aqui se chama descanso,
Questionou a aula da vida,
Sempre tão árdua, sem frescor, sem balanço.

O mentor da sexta-feira, denominado prazer,
Lamentou por trabalhar durante o dia,
E só ter a noite para se satisfazer.

O de terça-feira, que se apresentou vaidade,
Impôs que chegaria atrasado,
Daria ordens, valeria sua vontade.

A de quinda-feira, de todos, a mais iludida,
Propôs acabar logo o dia,
Pela chegada de uma sexta-feira descomprometida.

A tutora de quarta, de alcunha rotina,
Reclamava da sina, era pedante e cretina:
Até a quarta-feira de cinzas decidiu levar a mal,
Pois justo no seu dia terminou o carnaval.

O professor de segunda demonstrava preguiça,
Por nada se mexia, exceto por interesse, por cobiça.

O de domingo, tido no rosto como incauto e descrente,
Pensava na tola mesmice de uma semana inteira pela frente.

Mas alguém propôs uma reforma visceral,
Idealizada pela vida, sábia maestrina, coordenadora-geral.
Prometeu que a rotina seria árdua, mas bela.
Que começaria cedo o dia,
Antes mesmo de a luz do sol romper a janela.

Que em todas as horas haveria estudo, dedicação e trabalho;
Afastou a cobiça, que só pleiteava salário.
Trouxe para cátedra a fé, a virtude, a caridade,
O empenho, a organização, a honestidade.

Afirmou tempos felizes, esplendorosamente mais mansos.
Contemplou que, passados os trabalhos, maior seria o descanso.
Problematizou que tudo dependeria do esforço inicial,
Propôs que a perseverança fosse séria e real.

Sobraria tempo para viajar, para o amor perfazer.
Que o labor seria o bem-querido, também por aceder.

Porém, dali em diante, algo começou a mudar.
Nem tantos alunos mais foram às aulas, ou quiseram se matricular.
Opuseram-se à vida, recomendaram levante,
apresentaram questões, indagações, em revoltosos cantos a bradar
– e teve-se aí um novo problema.

Concluiu a vida: muitos pelo mundo se iludem,
Nem todos desejam o esforço, a correção, o trabalho, o lutar.
Talvez, como em um espelho, põem-se a escolher,
na mesma verdade que em seu intento há.
Eis, de forma real, da vida geral, o teorema…

(Diogo Verri Garcia, Rio 18/08/2018)
*poesia autoral


créditos da imagem: pixabay

Quando encontro uma criança

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Quando encontro uma criança, me encontro

Quando para ela canto, me encanto

Quando com ela brinco, me divirto

Quando a vejo, minha alma se alegra

Quando ela se cala, meu coração a escuta

Quando ela dança, minha essência baila

Quando encontro uma criança, o eu criança, agradece.

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany.Quando encontro uma criança .www.tadany.org®

 

A voz do povo sou eu mesmo, sim senhor!

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Por: Mona Vilardo

“Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião

Amanhã é dia de eleição, e meu voto não conto não. Tampouco coloco nas Redes, já tem gente fazendo isso, há meses!

Mas não serei “Leviana”, é o povo mesmo que se engana.

Quem dera ganhasse o “Samba da legalidade”, e o voto não tivesse idade.

Talvez criança mandasse logo um “Você não está com nada”, se liga, camarada!

Chega de tanto palhaço no salão, a “Máscara Negra” caiu, rolou pelo chão!

Espero mesmo é não ouvir depois um “Drama Universal”…chororô, coisa e tal!

Vão querer “Acender as Velas” e fazer “ Prece de Esperança”. É…pode ser tarde para essa militância!

 “Sorri” meu amigo, amanhã é dia de domingo. O horário?  Das oito às cinco!

E se alguém perguntar por mim, “Diz que eu fui por aí”. Em alguma urna eu paro, demoro uns segundos, mas o meu voto, declaro.

Quem sabe teremos, um dia, um presidente que possa falar: “Sou eu quem leva a alegria, para milhões de corações brasileiros”, isso eu iria adorar.

Viva Zé Keti! Viva o samba! Viva o Brasil!

06/10/1921 – Aniversário de José Flores de Jesus, o famoso compositor Zé Keti.

(Mona Vilardo)

Reação

Por Thiago Amério

numa fábula oriental
bambu e carvalho
enfrentaram forte vendaval

quanto mais o vento soprava
mais o carvalho enrijecia
resistia à mudança da vida
ancorado pela própria teimosia

embora forte e robusto
não suportou a rebeldia
a rigidez de sua posição
o arrancou pela ventania

o bambu com sabedoria
aceitou a força do vento
e sem se opor à natureza
curvou-se ao solo que havia

protegido por suas raízes
sobreviveu ao temporal
mostrando ao rígido carvalho
que o flexível vive no final

Ps. e poucos puderam perceber
que foi a forma de reagir
e não o fato em si
que determinou a humildade da vida
ou a soberba da morte

O Futebol em que Joga a Vida

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Por: Diogo Verri Garcia

Inicio esta crônica no voo G3 1990, em direção à Campinas, caminho do meu destino final, Rio Claro, São Paulo. Ainda no aeroporto, passando por algumas notícias aleatórias, estive frente a uma que chamou realmente minha atenção. E, por conta dela, dei-me conta que, após dois meses de funcionamento da revista eletrônica do Literarte – sim, hoje, 21 de setembro, faz dois meses de nossa primeira postagem – nada escrevi na seção dedicada às crônicas do futebol, cuidadosamente denominada “futebol em palavras”, de modo a não contrastar com nossa categoria principal de crônicas.

Neste primeiro intento, inspirado pela notícia, não dedicarei o tempo a cuidar das regras deste maravilhoso jogo, daquele futebol jogado tempos atrás, dos sistemas táticos WM e 2-3-5, tampouco pretenderei dizer a correlação de tais temas com a mudança da regra de impedimento – sem exceção, assuntos que me cativam. Ao contrário, abarcando um ponto que é tão menos futebolístico quanto mais universal, o que a seguir escrevo diz respeito à noção geral de talento, às janelas de oportunidade e, de um modo amplo, à vida.

A reportagem que hoje vi – publicada alguns meses atrás – dizia respeito a jogadores de um modesto clube do Tocantins que, após rescisão contratual, relatavam o necessário auxílio de doações de amigos, até para a alimentação. A rescisão, paga pelo Presidente da mencionada equipe, pouco menos de mil e quinhentos reais – salientou a notícia –, sequer garantia a quitação de dívidas cotidianas, tornando os atletas inaptos monetariamente até mesmo ao retorno às suas cidades natais.

Sobressaiu minha atenção o fato de um dos jogadores mencionados no escrito ter sido ex-capitão da base do Vasco – como vascaíno que sou, acompanho meu clube – e que esteve no nosso esquadrão profissional faz poucas temporadas, por volta de 2014 ou 2015. O jogador, de imediato suplente de um clube grande da Série A do futebol brasileiro, em pouco mais de três anos foi alçado a excesso de contingente de uma equipe de várzea.

Lembro-me dele e do futebol que apresentara nos gramados principais e nos da base: se não exímio volante – cabeça de área, sendo mais tradicional na nomenclatura –, pouco comprometia, quando comparado a tantos outros que se mantêm nos primeiros esquadrões – a que preço, ninguém dirá. Menos ainda devia a alguns passantes pelos atuais gramados da divisão secundária do campeonato brasileiro. O futebol tem um quê de sorte, e dois porquês de empresariamento e indicação.

Essa notícia me trouxe à memória alguns conhecidos que, na época juvenil, também se empenharam pelo caminho da bola, tendo abdicado de outras metas para apontar o foco principal para o campo gramado. Lembro de dois deles, ambos circulando entre meias e atacantes, exímios em qualidade – cujo nome não citarei, por preservação da imagem: o primeiro, que em determinado momento abandonou a bola e foi fazer faculdade; o outro, que por pouco não integrou aquela equipe do Santos, campeã brasileira no início dos anos dois mil – até onde soube, por inabilidade do empresário –, peregrinou por clubes do leste da Europa e, desafortunado, já com vinte e tantos anos, retomou ao Brasil. Deles, nunca mais tive notícias…

Sim, o futebol engana e maltrata, como parte da vida que ele é.

Mas a pergunta que mais me intercala, enquanto escrevo esta crônica, é: seria esta uma área da vida em que predomina a sorte? Ou, como em qualquer outro campo – não do jogo, mas da vivência –, a técnica e a dedicação são as molas da oportunidade?

Após instantes a refletir, creio que no futebol – sem base científica, apenas opinativa e superficial –, a capacidade e a dedicação pessoal estão muito aptas a serem frustradas. As razões – aqui, também sigo opinativo – são duas: pela primeira, o elevado financiamento do futebol, em que investidores (denominados, no senso comum, empresários de jogadores) se veem obrigados a tornar rentáveis os produtos em que investiram – sejam eles bons ou não. E, pela segunda, a constatação, mais do que óbvia, de que há menos clubes de primeiro escalão do que jovens dispostos a jogar neles – em uma alusão futebolística à lei da oferta e da demanda.

Mas, por certo, há caminhos de luta e progresso.

Tomemos como observatório Rio Claro, local de destino, cidade do interior de São Paulo onde é sediada equipe de futebol profissional de mesmo nome, que atualmente disputa a série secundária do Campeonato Paulista.

Dois dos jogadores que caminharam pelas equipes de base do clube rioclarense são mencionados nesta crônica. Estão aqui ressaltados como tendo alcançado o almejado sucesso (na bola): o primeiro, Danilo Avelar, lateral esquerdo, iniciado na equipe da cidade e atualmente jogador do Corinthians paulista, teve passagens pelas ligas principais da Itália, Alemanha e Ucrânia. O outro, de nome Marcelo Cordeiro, ocupante da mesma faixa do gramado, à esquerda da zaga, foi atleta oriundo da base do Vasco, que deixou o clube rumo a Rio Claro, nos idos de dois mil. Este também desempenhou suas funções como titular em grandes clubes do futebol nacional, como Botafogo, Internacional, Sport Recife, Portuguesa e Vitória.

Portanto, o futebol também traduz histórias de êxito, tão fortes de serem contadas que incentivam multidões de jovens, observadores da bola como o caminho honesto e próspero de melhora real de vida. Para esses meninos, mais do que uma partida, no futebol, joga-se a vida.

Em resposta à nossa principal pergunta, talvez os vitoriosos atletas tenham aderido a uma janela de oportunidade: a união do talento, com o momento correto para demonstrá-lo, e com o fluxo das coisas a “correrem bem”. Nem todos os atores do campo da bola, entretanto, têm idêntica sinergia – assim como ocorre, em geral, na vida.

Com tantos atletas rolantes e girantes, pode parecer (para alguns) que o futebol é espaço para os brios, para as vaidades e para aqueles que não levam o propósito tão a sério – o que explicaria tantas decepções, para nós e para eles. Mesmo assim. Quem diz que é mais fácil a vida da bola, olha apenas para um nicho enfeitado, um pequeno grão de areia. Contudo, esquece do restante da praia. E o restante da praia é tão árduo como o resto da vida.

Diogo Verri Garcia, 21/09/2018, Voo G3 1990, em algum lugar entre Rio de Janeiro e Campinas.


créditos da imagem: pixabay

Direitos humanos

Por: Tadany Cargnin dos Santos

 

Direitos, nem sempre humanos

Violados por seres, inumanos

Superficiais prerrogativas, ledos enganos

Realidade obnóxia, existencial subumano

Favelas econômicas, sincretismos profanos

Imposições escravagistas, anelo mundano

Atrozes deveres, ausentes direitos, mundo tirano

Sistemas primatas, abusos quotidianos

Especulações inconsequentes, lucros soberanos

Segregações nefastas, mandamentos insanos

Mazelas impostas, inferno diáfano

Sobrevivência raquítica e sem vida, viver draconiano

Por desonrados direitos, claramente desumanos.

 

PS: Para citar este texto:

Cargnin dos Santos, Tadany.Esta tristeza transitiva e indecorosa. www.tadany.org®

 

As várias idades do meu pai

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Por: Mona Vilardo

Pode soar estranho, mas para mim meu pai vai ter para sempre 37 anos.
Não sei dizer de onde eu tirei isso, pois a verdade é que meu pai só teve 37 anos quando eu tinha 11. Tão óbvio…
Dizem que entre os 10 e 11 anos o nosso pai começa a sair da qualidade de herói e passa a virar humano. Será que é por isso que os 37 dele me marcou tanto? Tipo: eu vi meu pai tirando a capa…ou algo assim…rsrs.
Ué, pra mim meu pai é meu herói até hoje…e já se passaram mais de duas décadas.
Já sei! 3 vezes 7 é igual a 21. Foi nessa idade que eu puxei correntes pelo primeiro amor, e meu pai estava lá me aconselhando. Será que isso ajuda a construir minha lógica?
Não, acho que ainda não é essa a matemática sobre o mistério dos 37.
Lembro dos 50 anos do meu pai. Teve festa temática nas cores azul e prata, teve toalha bordada “Michel 50 anos”, teve roupa nova, teve discurso e teve….peraí, 50 anos? Meu pai não tem 37?
Dou um salto no tempo: “Michel 60 anos” – festa boa com neta no colo e tudo. Mas com 37 era comigo que você dançava lambada e levava esporro da minha professora de piano, dizendo que a culpa era sua de eu não ter ido bem na aula. Lembra? Ah, essas memórias que teimam em envelhecer.
Maio de 2018 – Eu, a filha, fiz 37 anos!!! Deixa isso pra lá, esse texto é sobre a idade do meu pai, não a minha. 37…
Em agosto fui com ele comprar uma calça jeans. Ali ele voltava a ter 18 anos, abrindo a porta do provador para me perguntar se o jeans estava lhe caindo bem. Éramos como dois amigos passeando no shopping: eu e ele.
Semana passada ele subia as escadas do metrô com a neta no colo, ele subia correndo e fazendo bagunça para fazer ela rir e, no auge dos seus 2 anos e meio, achar aquilo o máximo.
Sabe, pai, naquele momento eu olhei pra você e pensei: Meu pai parece que tem 10 anos quando brinca com a neta…tipo a criança mais velha querendo fazer a menor rir.
Dia 27 de setembro de 2018, meu pai fez 62 anos.
No dia que subimos as escadas do metrô, ele com a neta no colo, eu cheguei a conclusão que o meu pai tem a idade que ele quiser ter. São as várias idades do meu pai que tornam ele um cara tão especial para nossa família. O herói de todos nós!
Mas uma coisa eu observei. O número depois do 6 é o 7. E depois do 2 é o 3. Inverte ele e qual número que dá?
Pois é…não é que os 37 sempre dá as caras?
Feliz aniversário, meu pai. Em qualquer idade que você queira estar.
Mona Vilardo