Categoria Diogo Verri Garcia

Dezembro e o tempo.

Por: Diogo Verri Garcia (Dezembro e o tempo) Quando passa à frente outro ano Logo tanto tempo, em rompante, vai embora. Amanhã, nunca mais será o mesmo dezembro. Passa e passou nas ruas povo farto e alegre, (Andam também alguns avarentos). No caminhar de crianças e moças, vem ainda mais gente: Um senhor sorridente, e […]

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A tarde da praça

Por: Diogo Verri Garcia Era a tarde na praça. Em que correu alegre, caindo. Feito lembrança que passa a galope afagando o brinquedo. E se alistava a um período seleto, sem medo, em que havia graça em correr perseguindo. Mas aos poucos, notará: quem nos segue é o tempo, De gosto ainda duvidoso, do desconhecido […]

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A Hora do Só

Por: Diogo Verri Garcia “A Hora do Só” Quando apressa-se em achegar a madrugada Em que me finjo aos outros desfraterno, Pois não há mal que faça um ruído, um nada. Permaneço só, privado da distração malfamada, Pois é nesta hora apenas que tenho no silêncio um subalterno. Diferente de quando toca a alvorada E […]

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A Torre de Livros

Por: Diogo Verri Garcia Prezados leitores, Atrasado com a publicação da última quarta, publico hoje, domingo. (A torre de livros) Quando se guardam livros a mais, Sem saber que, dentro deles, mais e quais palavras há, Tornam-se questões pendentes. Que cada vez que mais livros chegam, tomam ainda menos ar, São comichões, que há nas […]

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Balaio Torto das Ruas

Por: Diogo Verri Garcia. Dedico Aos que emburrecem, ao viver o amor que eu não vivi. Ao refrasearem a canção que não obrei; Os refrões que, sem percussão, cantavam. Ao criticarem os beijos sinceros que, beijados dela, dediquei, Mas que eram pouco mais, para caminhar nos passos Que, falseantes ou falseados, mesmo importantes, não prossegui. […]

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Quando o vento se torna em aragem

Por: Diogo Verri Garcia No marco zero, tudo é calmo e quieto Que de tão silencioso é deveras isento. É quando começa a aragem. Que movimenta o silêncio De rumor rigoroso, experto. De acanhamento que chega a ser lento, Mas que já muda algo em paisagem. Ouve-se um zumbido que apita ao ouvido Pois não […]

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O que se vê só nos olhos

Por: Diogo Verri Garcia Sobre os olhos que não falam E imaginam tudo da falsa verdade. Não serenam, mas se calam, Repercutem agudos, mudos, esclarecidos, sem sinceridade. Despejam sobre outros olhos, sem calma, todo rancor, Tudo de súbita vez. Transcendem a olhares agressivos, Aqui já apreendidos, tal como já perceberam vocês. Se os olhares não […]

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Verso em Processo (Rua Acre, 80)

Por: Diogo Verri Garcia Levo a vida como posso E dos meus dias faço verso. A cada hora escrevo prosa para os amores que eu prezo. Mas aqui é o adverso, Vejo lá a Guanabara. Misturo o verso e o processo E a luz do sol invade a sala. E aqui desta janela, Vejo a […]

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Enquanto houver mar

Por: Diogo Verri Garcia Deve seguir a navegar, Enquanto houver mar. Falou-me, ao vento, o pescador antes de ir. Zarpou no pesqueiro, recolhendo cordas Para se soltar. Foi tudo o que contou, antes de no mar quase se afogar. Ou porque perdeu coragem, Ou porque pecou por sorrir. Soube por outrem que as ondas eram […]

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A cabeceira dois.

Por: Diogo Verri Garcia Passou mais um, em compasso lento, aguardando na cabeceira dois. Não na vinte, eis que não permite o vento; nem em outra mais, pois não existe a três. Antes, passaram tempos, Passaram tantos, quem perdeu as contas, que voltou a vez. Fazia dias que não olhava à sua volta prostrada às […]

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