Categoria Poesia
Vermute e Jazz
Postado no 9 de outubro de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Quando vi que chegava tarde, Na verdade era bem cedo. Quando soube que a voz era sinceridade, Corri ao encontro; não houve desterro. Sem perceber que o dia de penumbra na verdade era sol. Ao não aquiescer que o sustenido maior que tocava Era menor bemol. Quando vi que o tudo […]
Os malabares
Postado no 1 de outubro de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia O que está a ser reservado, será. Não há flores, não há guerras, nada que possa abrandar. O que tende a ser certo, malfadado não se faz e não se fez. Acontece em que pese a força, Mas se reforça na prece. Jaz a paz, mas chega a vez. Só não […]
A deselegância do cretino
Postado no 24 de setembro de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Deselegantemente, Escolhe seu melhor terno. De desalinho notado, panos mal costurados, De corte nada moderno. Com uma calça sem vinco, De vividez sem afinco. Não minto: a fivela surrada e o couro nada distinto tomam conta do cinto. Os punhos da camisa são menores que as mangas de um terno de […]
A forma de a vida passar
Postado no 17 de setembro de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia. Sinto-me inexato Sobre como corre a vida. É assim que estou vendo o rosto que busca, já em cansaço. É tal como percebi a cada passada, um descompasso. Ainda que me veja, na vida, acolhido, Talvez não mais sinto, pois que faça-me o ferido Na proposição de não querer ser displicente […]
Os Azevinhos
Postado no 8 de setembro de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Há vezes que a solidão é o melhor adivinho, Sem importar o que nos importa no mundo. Deixar esvair a mente, que vá. É fricção do perigo que corre o gosto De não esvaecer a tensão de deixar-nos No tumulto que nos entorna a rodar. A pausa não é sem graça, […]
Poemas Pálidos
Postado no 28 de agosto de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Sorrateiramente, sem violência, Poemas vêm e vão. Como passagens de trem, como o verão. Nem todos são vigentes, confortáveis ou frequentes. Há poemas que são pálidos; outros, que são quentes. Quando encorpam, avançam e arrastam Feito forças do vento abrasivo, que é bravo. Quando desandam, são blocos de verso que não […]
Sequestro na ponte
Postado no 22 de agosto de 2019 Deixe um comentário
Por: Thiago Amério Ônibus lotado. Gente atrasada. Vida corrida. Vida escorrida. Um tiro comemorado. Muita atenção. Helicóptero. Político. Mansão. Dívida. Quem é vítima de quem? Uma sociedade suicida Ou mais um louco homicida. Nunca se saberá. Enquanto se comemora morte Ficamos sem um norte Quando se mata um pouco da gente A gente morre também […]
A mais tenaz calma
Postado no 21 de agosto de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Quando não sei ao certo O que é certo, O que vai dar certo E o que restará parado se algo der errado. É o momento que mais inquieta Quando causa silêncio o excesso de coisas que repetem e acontecem quando só resta prece para devolver o real silêncio. Quando totalmente […]
Os miradores
Postado no 14 de agosto de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Havia um monte em que todos iam. E a um prédio mais alto, feito um mirador, Para ver a altura em que a chuva molhava, Pouco lhes importando se quanto mais alto a friagem chegava, Pois o pisco causava calor. Nela, meus olhos encontravam o frio. Entregando um clima nem um […]
O Carioca Hipotérmico
Postado no 7 de agosto de 2019 Deixe um comentário
Por: Diogo Verri Garcia Protegei-me, alguém, do tão frio incauto Que flagela e traz maus-tratos À medida que esfria. Eis que logo aos quinze graus, Carioca já sofre hipotermia. Não vejo razão nos que acham esse agorento frio, no Rio, tão fofo. Não há lareira em minha sala, Devo descer roupas quentes da mala, No […]