Categoria Diogo Verri Garcia

Poema de uma só passagem

Por: Diogo Verri Garcia Tento fazer um poema de uma só passagem Na tentativa de fazer com que qualquer verso que me venha à boca e que da alma saia exprima-se em suas letras, Expresse sempre a melhor tiragem, Traga a todos a melhor imagem. Um poema que tenha sonoridade Daquelas que jamais se fez […]

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19 horas.

Por: Diogo Verri Garcia Funcionava enquanto a gosto. Desandou quando tendeu a ser proposital. Vingou-se da boca como do rancor amargo de um preposto Que consentiu o que não foi consensual. De quem tantas vezes falou coisa pouca, Palavreado fácil, frases soltas, Sem afago, nem apelo; Sem tempero. Quando terminou, sussurrou-me falas boas, Embora talvez […]

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Um pisante lustroso

Por: Diogo Verri Garcia Se existisse um solado no samba Que fosse um andarilho tipo principal Conhecedor das canções e das bandas Bem experimentado pelo carnaval. Que tudo sambasse e rimasse Com sapateado fino de desinibir. Era o sapato todo desavergonhado Que buscou a gafieira pra se distrair. O solado sozinho andou, Procurou por um […]

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Às Menores Coisas

Por: Diogo Verri Garcia Não me busque Quando houver tristeza. Quando eu me fizer triste Que seja do tamanho exato do vazio Que cabe em um verso posto em guardanapo. Um pedaço de papel dobrado Contendo um esforço baldio. Que se perca, pequeno o bastante para não seguir adiante Não permita a ela destreza; aperceba […]

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O Atrasado de Maio

Por: Diogo Verri Garcia O atrasado quando chega ao evento Passa esbaforido, quase tropeçante no próprio passo Acredita que o quase lustro perdido passado Serviu a todos a contento. E se atrasou, posto que mal percebeu seu descaso. Os que os aguardavam nem mais aquiesciam Que a presença vindoura seria alvissareira. E não foi: foram […]

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O Escutar do Tempo

Por: Diogo Verri Garcia Apenas ouça Como passa o vento. O silêncio que traz o tempo. Silencioso ao não se notar passar. Ouça os risos dos amigos, Os suspiros contidos. E ao pé do ouvido, Ouças as palavras de que irás se lembrar. Escolha a bela música que te toca, Leia o verso que mais […]

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Por uma Bossa Nota

Se tivesse tão boa vontade, te daria uma nota Que não demore mais que muitas frações de segundos, uma semibreve. Para tornar teu sorriso ainda mais leve feito a canção que leve à bancarrota As tolices mais idiotas Que, quanto a mim, te deixam confusa. Se tivesse uma inspiração, talvez não sei se te faria […]

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Poema do Erro Redundante

Por: Diogo Verri Garcia Inicio meus versos nos erros Desacertados. Vindos de um surpreendente inesperado, Tão bem guardado há anos atrás. Que impediu o planejamento antecipado. Na vida, entre uma verdade e um fato, Em metades iguais. Quem visou seu desgosto ao largo, Sem encará-lo de frente. Fez como quem favoravelmente assente E pouco caso […]

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Praias sem sol

Por: Diogo Verri Garcia Mal o sol sai, O mar já começa a bravejar. O que há contigo, sol, que tornas mais árduo o mergulhar? Salienta na areia a palidez de uma manhã sem temperamento, Sem o solar de luz, sem vento. A praia é mais calma, mansa. Há menos gente, menor o rubor eloquente […]

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Poema às multidões

Por: Diogo Verri Garcia Atenção com as ruas ocupadas demais. Elas trazem em demasia gente, para ti sem importância, Uma sensação sem elegância que pouco te apraz. Tantos que passam por ti, Que te cruzam o caminho sem você se importar. Não percebes quantos no rosto trazem algo a sorrir, Ou mesmo quando têm a […]

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